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YPF contrata Citigroup para vender distribuidora de gás, dizem fontes

Pablo Gonzalez

(Bloomberg) -- A YPF, maior petroleira da Argentina, contratou o Citigroup para ajudar na venda de sua participação controladora na Metrogas, a maior distribuidora de gás do país, segundo duas pessoas com conhecimento do plano.

O Citigroup foi selecionado entre mais de dez bancos de investimento para assessorar a empresa em relação à transação, que poderia ser o maior negócio de M&A da Argentina neste ano, segundo uma das pessoas. A ordem foi assinada nessa semana e o processo começará em breve, disse uma segunda pessoa informada sobre o assunto. Ambas pediram anonimato porque as negociações são privadas.

Representantes da YPF, que tem sede em Buenos Aires, e do Citigroup, que tem sede em Nova York, preferiram não comentar o assunto.

No início do ano, a YPF entregou o controle da Metrogas e de outras subsidiárias ao diretor financeiro Daniel González Casartelli, um ex-banqueiro de M&A, em um primeiro passo rumo ao desinvestimento de ativos não essenciais, que poderia gerar pelo menos US$ 1 bilhão à companhia. A YPF, dona de 70 por cento da Metrogas, poderia obter em torno de US$ 700 milhões por sua participação, segundo estimativa da TPCG Capital. A firma de pesquisa AR Partners afirmou que o preço pode chegar a US$ 1 bilhão.

A YPF também poderia receber cerca de US$ 210 milhões se optar por vender apenas 21 por cento da Metrogas para evitar ter participação controladora na empresa, disseram Florencia Mayorga Torres e Facundo Meléndez, analistas da corretora TPCG Capital, com sede em Buenos Aires, por e-mail, na sexta-feira.

A YPF procura reduzir seus US$ 8,3 bilhões em dívidas e cumprir a obrigação regulatória de desinvestir sua unidade de distribuição de gás. A Metrogas deve ser assumida por uma empresa que não seja produtora de gás para cumprir as regras em vigor na Argentina, que proíbem empresas de produzir e distribuir gás. A YPF havia recebido isenção a essa norma no governo anterior.

Ricardo Darré renunciou ao cargo de CEO em meio a preparação da empresa para vender pelo menos US$ 1 bilhão em ativos e focar no desenvolvimento da segunda maior reserva mundial de gás de xisto.

--Com a colaboração de Carolina Millan

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