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Saída de assessor de Trump desconcerta aliados do presidente

Shannon Pettypiece e Jennifer Jacobs

(Bloomberg) -- Os aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, temem que a mais danosa das muitas saídas recentes da Casa Branca sob seu governo possa ser a de Keith Schiller, um pouco conhecido ex-guarda-costas que é um dos mais próximos confidentes do presidente fora de sua família.

Schiller deixará a Casa Branca em breve para voltar ao negócio de segurança privada, segundo três pessoas a par de seus planos, para assumir um emprego que pagará muito mais do que o salário de US$ 165.000 por ano no governo. Seu cargo, de diretor de operações do Salão Oval, não descreve sua importância para Trump, que está "abalado" pela partida planejada, segundo uma pessoa próxima do presidente.

Várias pessoas entrevistadas descreveram Schiller como uma âncora emocional do presidente em uma Casa Branca muitas vezes marcada por turbulências. Schiller trabalha para Trump há quase duas décadas e dentro da Ala Oeste serve de protetor, porteiro e braço direito do presidente, segundo pessoas próximas a Schiller e Trump. A maioria das pessoas pediu anonimato por discutir abertamente as relações entre o presidente e seus assessores.

"Ele é um confidente e amigo", disse Stuart Jolly, ex-diretor nacional de campo da campanha presidencial de Trump. Trump "confia em Keith e Keith confia nele. Confiança é algo realmente importante nesse nível."

Schiller também atuou executando tarefas difíceis para Trump. Foi Schiller que disse a James Comey que o presidente havia decidido demiti-lo como diretor do FBI. Duas semanas atrás, depois que Trump se irritou com os preparativos para um comício em Phoenix, Schiller entregou a outro antigo colaborador, George Gigicos, a mensagem de que Trump não queria mais que ele organizasse esse tipo de evento, segundo três pessoas com conhecimento do assunto.

Schiller preferiu não comentar o assunto.

Schiller nunca planejou permanecer no cargo por muito tempo devido ao salário menor e ao horário mais longo, segundo duas pessoas que o conhecem. Mas sua saída pode ter sido acelerada pela nomeação, em julho, do general da Marinha aposentado John Kelly como chefe de gabinete de Trump. Desde que assumiu o cargo, Kelly procurou restringir o acesso ao Salão Oval, controlar o fluxo de informação para o presidente e instalar um regime mais formal dentro da Casa Branca.

Schiller disse a amigos que trabalhar sob o comando de Kelly é muito diferente e que não gosta muito do trabalho. Ele disse acreditar que Kelly não gosta de Trump pessoalmente e que atua como chefe de gabinete predominantemente por um sentimento de dever com o país, segundo três pessoas com conhecimento de suas opiniões. Isso foi profundamente desmoralizador para Schiller, que está acostumado a ver Trump cercado de funcionários devotos, disseram duas pessoas.

Duas pessoas próximas a Trump afirmaram temer que a saída de Schiller deixe o presidente e a Ala Oeste fora de equilíbrio dado o relacionamento profundo entre os dois homens. Essas pessoas disseram que a saída de Schiller poderia colocar Trump em rota de colisão com Kelly, que não entende tão bem a maneira de atuar de Trump.

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