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Irma põe em perigo pecãs para tortas de Ação de Graças nos EUA

Megan Durisin

(Bloomberg) -- O furacão Irma chegou e foi embora, mas suas consequências continuarão pesando na vida de milhões de pessoas e até estão pondo em perigo as tortas do Dia de Ação de Graças.

A tempestade arrasou plantações de noz-pecã na Geórgia, o maior produtor dos EUA, poucas semanas antes da colheita. Até 30 por cento da produção pode ter se perdido porque os ventos fortes arrancaram as frutas dos galhos e derrubaram nogueiras, em alguns casos muito altas, disse Lenny Wells, professor e especialista em pecãs da Universidade da Geórgia, em Tifton.

Na companhia Lamar Pecan, em Hawkinsville, rajadas fortes derrubaram 920 de cerca de 25.000 nogueiras. Cerca de um quinto da produção da operação pode ter se perdido, disse R.G. Lamar, dono da fazenda fundada pelo pai e o avô há cerca de quatro décadas. Ele passou o dia seguinte à tempestade avaliando os prejuízos em 40 pomares de seis condados. É a maior quantidade de árvores perdidas em uma tempestade e muitas das que voaram eram plantas jovens, com menos de 15 anos.

Commodity

Embora as pecãs sejam um cultivo de nicho - em geral são associadas às sobremesas das festas -- elas são uma das principais commodities agrícolas da Geórgia. Os preços agrícolas nacionais já eram os mais altos da história, com uma média de US$ 2,59 por libra (0,45 kg) no ano de comercialização encerrado em agosto de 2016, mostram os dados mais recentes do governo.

Os aumentos ocorreram em meio a uma alta da demanda de exportações dos EUA na última década. O prejuízo causado pelo Irma poderia aumentar ainda mais os preços das tortas para o feriado americano do Dia de Ação de Graças, que neste ano cai em 23 de novembro.

A Geórgia representa de 30 por cento a 40 por cento da produção nacional, e quase todos as plantações do estado foram afetados pelo furacão, disse Samantha McLeod, diretora executiva da Georgia Pecan Growers Association. Outros prejuízos podem ocorrer por batidas nas nozes que foram derrubadas pelo vento, disse por e-mail Christine Lensing, economista sênior do CoBank, com sede em Greenwood Village, Colorado, EUA. Além disso, a tempestade também pode reduzir a produção do ano que vem por causa de estragos duradouros causados às árvores.

Depois de passar com força pela Flórida em 10 de setembro, a fúria do Irma avançou para o norte, rumo à Geórgia, com ventos de 32 a 64 quilômetros por hora e rajadas de até 120 quilômetros, segundo a University of Georgia Extension. Foi "o evento eólico mais prejudicial já experimentado pelo setor de pecãs da Geórgia", afirmou o grupo universitário em declaração no seu site.

"Estávamos nos preparando para uma temporada muito produtiva, mas agora ela será quase devastadora para muitos dos nossos agricultores", disse Gary Black, comissário de agricultura da Geórgia. "Os efeitos vão ser de grande alcance no setor de pecãs."

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