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Credor pouco conhecido ameaça mercado de painéis solares dos EUA

Joe Ryan

(Bloomberg) -- Um credor pouco conhecido de Wall Street e com experiência em financiar caminhões basculantes e helicópteros está financiando um ação judicial que ameaça o setor de painéis solares dos EUA, de US$ 29 bilhões.

A SQN Capital Management normalmente financia e aluga equipamentos comerciais fundamentais, mas comuns, como misturadores de cimento, móveis para escritórios, máquinas produtoras de mel, equipamentos agrícolas. O empréstimo de US$ 50 milhões à Suniva foi um dos maiores de sua história e quando esse empréstimo não foi pago após o pedido de recuperação judicial apresentado pela Suniva em abril, a SQN se juntou ao plano improvável do fabricante de painéis solares com sede na Geórgia: pedir ao presidente dos EUA, Donald Trump, que aplique taxas às importações baratas da Ásia.

A SQN está financiando a Suniva durante a recuperação judicial e as empresas afirmam que o objetivo é proteger a fabricação de painéis solares americanos. A maior parte do setor se opõe a elas, argumentando que o processo judicial poderia fazer o preço dos painéis solares dobrar e reduzir o número de instalações.

"Somos uma empresa padrão de financiamento de ativos", disse o presidente da SQN, Jeremiah Silkowski, 42, em entrevista. "Mas nós participamos disto porque acreditamos sinceramente que estamos protegendo o setor solar americano. Se ninguém impõe limites e luta... acabou-se."

Divisão

O recurso da Suniva dividiu profundamente o setor solar dos EUA. Os painéis estrangeiros baratos prejudicaram a Suniva e outros fabricantes americanos, mas têm sido uma benção para os instaladores de painéis solares em tetos, para os promotores de parques solares e para outras empresas que empregam 85 por cento dos 260.000 trabalhadores do setor. O número de instalações de painéis solares nos EUA se multiplicou por nove em cinco anos, em grande parte devido à queda dos preços dos componentes. Sem painéis baratos disponíveis, a maioria dos trabalhadores do setor solar nos EUA será prejudicada, dizem os que criticam o pedido da Suniva.

A SQN também tem muito em jogo. O empréstimo de US$ 50 milhões à Suniva foi um de seus maiores investimentos. E se o recurso tiver sucesso, a SQN terá direito a uma comissão com base em qualquer aumento da avaliação da Suniva. As taxas beneficiam os acionistas da SQN, a Suniva e os fabricantes de painéis solares americanos, disse Silkowski.

A ação "está relacionada a quase 30 fabricantes americanos de células e módulos que tiveram que parar de fabricar nos últimos cinco anos", segundo um comunicado da empresa enviado por e-mail por Christian Hudson, advogado da Mayer Brown que representa a Suniva.

--Com a colaboração de Christopher Martin Brian Eckhouse e Jennifer A. Dlouhy

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