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Longe da costa do Texas, Harvey atinge refinarias de petróleo

Jessica Summers e Barbara Powell

(Bloomberg) -- Três semanas depois de o furacão Harvey causar estragos na enorme indústria de produção de combustíveis ao longo da costa do Texas, a recuperação dos danos causados pela tempestade na região começa a perturbar os planos para a fundamental manutenção de refinarias localizadas a milhares de quilômetros das zonas de inundação.

O Harvey desativou quase um quarto da capacidade de refino dos EUA no fim de agosto, aumentando os preços da gasolina e do diesel. A tempestade chegou ao país algumas semanas antes do período em que a maioria das fabricantes de combustíveis havia programado o início das paralisações sazonais. A demanda geralmente diminui nesta época do ano, por isso este é um bom momento para realizar reparos e instalar novos equipamentos em plantas que normalmente funcionam o dia inteiro, todos os dias.

Mas pelo menos 13 refinarias, da Louisiana a Montana, com um combinado de 3,27 milhões de barris por dia, atrasaram a manutenção por semanas ou meses, segundo comunicados da empresa e pessoas a par da situação. Algumas estão produzindo mais combustível para tirar vantagem das margens maiores, enquanto outras simplesmente estão sem pessoal, porque os trabalhadores foram despachados para ajudar a reparar e religar as instalações atingidas pela tempestade ao longo do Golfo do México.

"A refinaria que tiver a opção de adiar a manutenção provavelmente o fará", disse Robert Campbell, chefe de análise de produtos de petróleo da Energy Aspects em Nova York, por telefone. "As margens estão realmente boas. Haveria preocupações em relação a algumas atividades especializadas, alguns serviços necessários."

A maior refinaria dos EUA, de propriedade da Motiva Enterprises em Port Arthur, no Texas, disse ter adiado a manutenção em uma unidade de petróleo bruto de setembro para abril e a Exxon Mobil informou que adiou o trabalho em três refinarias para enviar funcionários ao Texas, onde tenta religar suas refinarias de Beaumont e Baytown.

O Harvey varreu a costa do Golfo, tocando terra em 25 de agosto e provocando fechamentos generalizados de refinarias, incluindo a da Motiva, com cerca de 605.000 barris por dia de capacidade.

Refinarias como Valero Energy, Citgo Petroleum e Flint Hills Resources conseguiram religar rapidamente as plantas na área de Corpus Christi, no Texas, pouco depois da passagem do Harvey, mas a Motiva Port Arthur, a Total Port Arthur e a Exxon Beaumont estão entre as que ainda trabalham para retomar as operações normais. Em um determinado momento durante o furacão pelo menos 17 refinarias estavam fechadas ou operavam a taxas reduzidas.

O crack spread da gasolina, uma medida aproximada do lucro obtido com o refino de petróleo para produção de gasolina, atingiu o maior nível em dois anos no fim de agosto. As margens de lucro das refinarias da região Centro-Oeste do país que usam petróleo Bakken de Dakota do Norte mais do que dobraram, assim como as margens das usinas instaladas ao longo da Costa do Golfo que processam petróleo da Louisiana.

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