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Londres proíbe Uber e amplia dilema de May a respeito do Brexit

Robert Hutton

(Bloomberg) -- Será que a decisão de Londres de remover a licença de táxi da Uber é um sinal de que o Reino Unido está se voltando para dentro antes do Brexit?

A medida pode ser vista como uma concessão aos motoristas dos famosos táxis pretos da capital, altamente capacitados e caros, que estão ressentidos com a concorrência de rivais mais baratos equipados com navegação por satélite. Eles são como artesãos qualificados ameaçados pela marcha tecnológica que se identificam com os eleitores que, segundo Theresa May, sobrevivem com o básico.

Este na verdade é um momento ruim para a primeira-ministra, que não participou do anúncio. No momento em que surge a notícia, May está em Florença se preparando para fazer um discurso muito esperado a respeito de onde ela quer chegar com o Brexit.

Ela tem buscado projetar a imagem de que o Reino Unido está aberto aos negócios após o Brexit. A última coisa de que ela precisa é ser ofuscada por um debate sobre se uma empresa de tecnologia pode ou não operar em sua capital.

Mas a discussão piora o dilema enfrentado por May. Será que o Reino Unido pós-Brexit deve ser aberto e desregulado para atrair negócios ou os órgãos reguladores devem fazer frente às grandes empresas que tentam intimidá-los?

E caso você esteja se perguntando, não, o Uber não está em Florença.

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