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Ativos da AIG sobem 'bilhões de dólares' com esforço digital

Sonali Basak e Julie Verhage

(Bloomberg) -- A empresa de seguros e planejamento de aposentadorias American International Group, fundada há 98 anos, está descobrindo as vantagens da tecnologia.

Os consumidores estão injetando dinheiro em uma unidade que gerencia US$ 244 bilhões em ativos de clientes depois que a empresa investiu em plataformas digitais para facilitar o processo, segundo o chefe da divisão, Kevin Hogan.

"Acreditamos que nossos ativos tenham aumentado em bilhões de dólares como resultado", disse Hogan em entrevista, na semana passada, na sede da AIG em Nova York, em referência aos serviços digitais criados para clientes como professores e hospitais. A unidade, chamada Valic, abriu um número recorde de planos neste ano, disse ele.

O mercado de assessoria digital deverá aumentar para US$ 1 trilhão até 2020, segundo estudo recente da Aite Group. Sob o comando do CEO Brian Duperreault, a AIG se concentrou na tecnologia para agilizar as operações e se associou à firma de hedge fund Two Sigma Investments para trabalhar em negócios com pequenas e médias empresas.

Hogan comanda o negócio de vida e aposentadoria, setor destacado na empresa com sede em Nova York que tem enfrentado custos surpresa há anos em sua unidade comercial. A receita operacional antes de impostos da unidade subiu 33 por cento no segundo trimestre de 2017.

A Valic se expandiu para mais de US$ 99,2 bilhões em ativos de clientes, contra cerca de US$ 95,2 bilhões no fim do ano passado e a unidade de aposentadoria individual tinha quase US$ 144,8 bilhões em 30 de junho. A Valic tem mais de 1.000 consultores financeiros e se uniu à startup RetireUp para usar um novo software em março.

A equipe de Hogan passou 18 meses criando serviços digitais para a Valic. Ele agora busca novas formas de usar inteligência artificial, dados e análises, e tem trabalhado com os algoritmos que respaldam plataformas de assessorias-robôs para atender clientes específicos no negócio de aposentadoria individual. Rivais como a centenária TIAA, conhecida pelo atendimento a professores, criaram assessorias on-line.

As assessorias-robôs começaram a surgir logo após a crise financeira, quando startups ofereciam comissões mais baixas para plataformas digitais com serviços de trading e portfólio ligados a algoritmos. No começo Wall Street as ignorou, mas depois as grandes gestoras de ativos, como a Charles Schwab e a Vanguard Group, se uniram ao setor e lançaram suas próprias assessorias-robôs.

Com o amadurecimento da geração Y, muitas dessas plataformas introduziram produtos híbridos que exigiam interação entre humanos e computadores. A Betterment é a maior assessoria-robô independente, com pouco mais de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão e recentemente revelou um modelo híbrido. A Charles Schwab e a Vanguard também têm híbridos.

"As assessorias-robôs reafirmam o tamanho da oportunidade no campo de aposentadorias nos EUA", disse Hogan. "Parte importante de nossa estratégia é garantir que continuaremos na vanguarda no tocante à forma de trabalhar com essas organizações."

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