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Chefe do PlayStation vê mercado limitado para consoles portáteis

Yuji Nakamura e Yuki Furukawa

(Bloomberg) -- O diretor do departamento de jogos da Sony, Andrew House, vê um potencial global limitado para os consoles de jogo portáteis na era dos smartphones e diz que a empresa não tem planos concretos para enfrentar o Switch, da Nintendo.

"O aparelho da Nintendo é um dispositivo híbrido, a abordagem e a estratégia são diferentes", disse House em entrevista no Tokyo Game Show, na semana passada. "Nós não vimos isso como uma grande oportunidade de mercado", disse ele, referindo-se aos consoles de jogo portáteis fora do Japão e da Ásia, onde a Sony continua vendendo o aparelho Vita.

Por enquanto, o foco da Sony é fornecer mais produtos e serviços para a sala de estar, incluindo realidade virtual e outros entretenimentos além dos jogos, como programas de TV e música, com o console PlayStation 4 servindo como um centro fundamental de entretenimento digital. Embora a Sony tenha vendido máquinas portáteis de jogos durante mais de uma década, elas não pegaram e nenhuma atualização para o Vita foi anunciada na feira. Desde que assumiu o comando da companhia, em 2012, o CEO Kazuo Hirai estimulou a empresa com sede em Tóquio a se concentrar mais em uma quantidade menor de produtos.

"Fora do Japão e da Ásia, não houve uma grande demanda pelo Vita", disse House. "A mudança do estilo de vida para o domínio dos smartphones como o único dispositivo fundamental que está sempre com você foi o fator determinante."

Alguns desenvolvedores de jogos esperavam um novo dispositivo Vita, a última versão do aparelho PlayStation Portable (PSP), lançado em 2004. Embora o PSP tenha vendido bem, as remessas de dispositivos portáteis têm diminuído constantemente, de acordo com dados da Sony e da Vgchartz.

"Os desenvolvedores que criam jogos para o PS4 e o Vita deixarão de trabalhar no Vita" se não houver uma atualização, disse Hideki Yasuda, analista da Ace Research Institute. "Eles vão passar a desenvolver para o PS4 e o Switch."

Konami Holdings, Square Enix Holdings e outras grandes empresas preferem criar jogos para diversas plataformas, a fim de ter um mercado potencial maior de compradores, independentemente de terem o PlayStation, o Xbox, da Microsoft, ou computadores pessoais.

"Naturalmente, para chegar ao maior número possível de pessoas, preferimos lançar nossos produtos em vários dispositivos", disse Takayuki Kurumada, porta-voz da subsidiária de videogames da Konami. "Os jogos estão se tornando multifacetados e estão sendo jogados de distintos modos em distintos lugares."

Essencialmente, House aposta que os smartphones vão se tornar a principal plataforma portátil de jogos para a maioria das pessoas. É por isso que a Sony montou no ano passado seu próprio estúdio para criar jogos móveis. A unidade, chamada ForwardWorks, está se saindo de modo "fantástico", disse House.

Com o Switch, que estreou em março, a Nintendo aposta que haverá um mercado robusto para um console portátil híbrido, que permite que as pessoas joguem tanto em casa quanto na rua. Até agora, ele tem sido um sucesso, com vendas em sintonia com as previsões da empresa, que tem sede em Kyoto, e ajudando a adicionar cerca de US$ 21 bilhões ao valor de mercado da companhia neste ano.

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