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Chocolate tenta conquistar Ásia com ajuda de redes sociais

Anuradha Raghu

(Bloomberg) -- Embora nos países desenvolvidos os conhecedores, cansados pela ubiquidade do chocolate, procurem barras que sejam únicas por sua origem, seu aroma e sua textura, os aspirantes a consumidores em grandes áreas da Ásia ainda estão adquirindo o gosto por esse doce.

Na China, por exemplo, "o chocolate não faz parte da dieta nem das preferências", de acordo com Niels Boetje, diretor administrativo da região Ásia-Pacífico na divisão Cacau e Chocolate da Cargill, uma das maiores empresas agrícolas do mundo. "Ainda há muito crescimento na China, especialmente através de novos canais on-line, e as vendas pela internet estão se tornando importantes", disse ele em entrevista, em Cingapura, nesta terça-feira.

À medida que mais pessoas descobrem os prazeres do chocolate, espera-se que a demanda asiática supere o ritmo do consumo global, de acordo com Boetje. Das trufas até as melhores variedades do grão à barra, tudo está facilmente acessível para a maioria das pessoas no Ocidente e em regiões urbanas do mundo em desenvolvimento, mas o chocolate ainda conserva o status de prêmio dos sonhos para grande parte da população em mercados emergentes.

"Se a economia continuar a crescer conforme prevemos, também esperamos que o cacau e o chocolate cresçam, especialmente na Ásia, onde as pessoas estão passando a ganhar rendas de classe média e estão se familiarizando mais com o produto", disse Harold Poelma, presidente de Cacau e Chocolate da Cargill.

As redes sociais também estão ajudando a acelerar a conscientização sobre o chocolate entre os consumidores, disse Poelma. "A Ásia tem sido muito mais rápida do que a Europa ou os EUA na adoção da tecnologia de redes sociais, que são ótimas para divulgar as novidades", disse ele. "É muito mais fácil chegar aos consumidores hoje em dia do que 20 anos atrás, quando era mais difícil conseguir essa experiência com um novo produto."

Embora os preços do cacau tenham caído no ano passado devido às previsões de superávit, o Citigroup afirmou em agosto que eles podem se recuperar em 2018, já que o excesso de oferta está diminuindo substancialmente. O banco projeta que o cacau ficará em US$ 2.250 por tonelada no próximo ano. Futuros em Nova York eram negociados a US$ 2.046 às 17h15, horário de Cingapura, nesta terça-feira.

A demanda asiática provavelmente aumentará entre 3 por cento e 4 por cento anualmente nos próximos anos, em comparação com o crescimento global de 2 por cento a longo prazo, de acordo com a Cargill. O crescimento anual da Índia no consumo de chocolate e cacau nos próximos 5 anos pode chegar perto de 15 por cento, e a demanda crescerá pelo menos 5 por cento na Indonésia e 6 por cento nas Filipinas. Embora a demanda na China tenha permanecido inalterada nos últimos anos, ela pode chegar a entre 3 por cento e 4 por cento no futuro.

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