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Massacre em Las Vegas reacende temor sobre segurança em shows

Jessica Brice e Christopher Palmeri

(Bloomberg) -- O ataque a tiros em um show em Las Vegas, na noite de domingo, que matou pelo menos 58 pessoas, é o mais recente de uma série de massacres que estão mudando a indústria de eventos ao vivo.

O ataque feito por um atirador solitário em um show de música country ao ar livre na Las Vegas Strip lembrou o ataque a bomba de maio em um show de Ariana Grande, em Manchester, na Inglaterra, e outra tragédia ocorrida menos de dois anos antes, quando homens armados abriram fogo em um show de rock em Paris. Pelo menos mais 515 pessoas ficaram feridas em Nevada depois que o suspeito, posicionado em um quarto em um andar elevado do Mandalay Bay Hotel & Casino, começou a atirar na multidão que estava abaixo. Posteriormente ele foi encontrado morto.

Os vídeos do ataque mostram pessoas gritando e buscando proteção, enquanto o som que parecia ser de uma arma automática podia ser ouvido de fundo. Após o ocorrido, os organizadores de eventos mais uma vez serão obrigados a revisitar um debate fundamental a respeito de como proteger as pessoas que vão a um show -- ou até mesmo se isso é possível.

Instalações esportivas e locais de eventos, como estádios e arenas, já reforçaram a segurança com detectores de metais para verificar os fãs na entrada. O incidente de domingo mostrou que um assassino determinado pode contornar esses preparativos e que a indústria de eventos ao vivo precisa tomar mais medidas.

"Isso não é algo que muita gente esperaria, algo desta escala em um evento ao ar livre", disse Chris Robinette, presidente da Prevent Advisors, que trabalha com preparativos de segurança para equipes esportivas e instalações para eventos. "Precisamos pensar sobre isso e resolver essa questão."

Além das preocupações em relação ao bem-estar dos fãs, o setor tem um interesse financeiro significativo em jogo. As 100 maiores turnês em todo o mundo geraram entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões por ano em receita de 2011 a 2016, segundo a Pollstar. Las Vegas depende do turismo, vital para sua economia, e a Strip é uma lendária avenida flanqueada por casinos chamativos e salas de espetáculos que receberam gente como Elvis Presley, Jennifer Lopez e Britney Spears.

Vulnerável em Las Vegas

O tiroteio ressalta uma vulnerabilidade de Las Vegas em um momento de mudança da indústria dos cassinos, que deixa de ser amplamente dependente das máquinas caça-níqueis e das mesas de blackjack para se transformar em uma experiência de entretenimento mais completa A MGM Resorts International tem sido líder dessa tendência. A empresa de cassinos abriu a T-Mobile Arena para shows e eventos esportivos e reprojetou a fachada de seu cassino New York-New York para torná-la mais favorável aos pedestres. O festival Route 91 Harvest, onde ocorreu o tiroteio de domingo, está entre os shows que a MGM organizou em uma grande instalação que opera ao longo da Strip.

As ações da Live Nation, que promoveu o festival Route 91, caíram 2,2 por cento na segunda-feira, para US$ 42,58. "Pensar que alguém poderia querer causar danos em uma reunião de amantes da música é algo que foge da nossa compreensão", afirmou a maior promotora de shows do mundo, com sede em Beverly Hills, Califórnia, em comunicado.

--Com a colaboração de Scott Moritz e Lucas Shaw

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