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Como ajudar o Caribe planejando viagem de férias agora mesmo

Nikki Ekstein

(Bloomberg) -- Assim como os navios de cruzeiro ofereceram um alívio muito necessário para os evacuados das ilhas do Caribe durante o duplo impacto dos furacões Irma e Maria, outros elementos da indústria de turismo local já estão trabalhando duro para ajudar a recuperar a região.

No momento em que os governos se esforçam para conseguir ajuda para moradores das regiões devastadas de Porto Rico, das Ilhas Virgens, de São Bartolomeu, de Barbuda, de Dominica e de outras comunidades duramente afetadas, uma coisa que os estrangeiros podem fazer para ajudar é visitar outras ilhas que escaparam relativamente incólumes. A maioria das ilhas do Caribe, região onde o turismo representa até 90 por cento do PIB geral, ainda precisa de visitantes neste inverno -- tanto para si quanto para apoiar vizinhos com problemas.

"Precisamos que as pessoas façam parte dessa economia", explicou Nikheel Advani, diretor de operações e responsável pela Grace Bay Resorts em Turks e Caicos, uma cadeia de 40 ilhas onde o turismo representa 85 por cento do PIB direto e indireto. Seus resorts recentemente receberam os primeiros hóspedes após os furacões, com pouco dano visível além de algumas palmeiras derrubadas. "Na imprensa, todos dizem que o Caribe está fechado. É fundamental no momento acabar com o medo."

Por quê? A indústria do turismo no Caribe não é protagonista apenas em termos de impacto econômico, mas também em termos de socorro. "Somos gente de operações", explicou Advani. "Nós fazemos as coisas acontecerem. Estamos descentralizando o processo de recuperação, e o governo tem se mostrado aberto a nos deixar fazer o que precisamos fazer -- eles têm sido facilitadores, e nós [profissionais de viagem] temos sido os executores." No caso dele, isso significa coordenar esforços entre vários resorts e organizações de ajuda para distribuir materiais, arrecadar fundos e maximizar esses dólares para reconstruir casas e recuperar empregos. É assim que Providenciales, a ilha que conecta a cadeia de Turks e Caicos, retomou seu status quo em três dias. Com os hotéis de volta em operação, diz Advani, é mais fácil angariar recursos e passar os cidadãos locais do modo de autoajuda para o modo de ajuda aos demais.

O presidente da Ovation Travel, Jack Ezon, que tem sido uma espécie de líder ao ajudar hotéis e viajantes a lidarem com as consequências pós-tempestade, diz que Advani está em boa companhia. Maurice Bonham Carter, proprietário da agência de viagens Island Destinations, doou US$ 1 milhão em recursos de socorro e está igualando as contribuições dos clientes para quem planeja viagens; a empresa de turismo Voyage by Pascale criou um fundo de US$ 15.000 para ajudar as escolas do Caribe a repor o que perderam; assessores de luxo da Forest Travel fretaram dois jatos jumbo para enviar 17 toneladas de suprimentos e evacuar locais em risco; e a empresa de fretamento regional Tradewind Aviation coordenou voos de socorro. Essa lista está longe de ser completa. O auxílio a essas pessoas que estão promovendo mudanças -- e os resorts da região que estão se unindo para fazer a diferença -- é a melhor maneira de garantir a continuidade de seus esforços.

"Precisamos encorajar as pessoas a viajar e ficar na região", disse Ezon, que tinha US$ 18 milhões em reservas de viagens no Caribe agendadas de setembro até a temporada de fim de ano (destas reservas, mais da metade foi transferida para destinos não afetados, como Cartagena e Los Cabos). "Isso literalmente coloca comida na mesa das pessoas. O luxo de um é a necessidade de outro."

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