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Concorrente do Airbnb na China pretende ampliar ofertas no Japão

Gareth Allan e Katsuyo Kuwako

(Bloomberg) -- O Tujia.com, maior plataforma de aluguéis para férias da China, busca multiplicar por 10 em dois anos as propriedades disponíveis para aluguel no Japão em meio à disputa com o Airbnb para capitalizar a explosão do turismo do país.

A startup com sede em Pequim pretende aumentar o número de propriedades disponíveis para aluguel de férias para cerca de 100.000 em 2019, contra 10.000 atualmente, disse Tomoko Suzuki, CEO da unidade japonesa, em entrevista, em Tóquio. Cerca de metade dos anúncios são de propriedades de investidores chineses, disse ela, acrescentando que o Tujia pode vir a comprar instalações próprias para hospedagem no futuro.

O mercado japonês de compartilhamento de residências está se expandindo rapidamente depois que o governou eliminou obstáculos regulatórios, no início do ano, e que a chegada recorde de turistas colocou pressão sobre a indústria hoteleira. Os chineses estão desafiando os controles de capital mais estritos na China investindo em imóveis ao redor do mundo e Suzuki disse que os preços relativamente baixos das terras do Japão darão a eles um incentivo para adquirir propriedades que a Tujia pode adicionar às que oferece.

"O setor imobiliário em Tóquio, Osaka e Kyoto está barato em comparação com Xangai e Pequim e o interesse dos chineses em investimentos imobiliários é grande", disse Suzuki. Alguns investidores têm 100 quartos, às vezes edifícios de apartamentos inteiros, e os alugam a inquilinos locais e também a turistas por meio da plataforma Tujia, disse ela.

O número de visitantes do Japão aumentou 18 por cento, para 18,9 milhões, nos oito primeiros meses do ano, e está a caminho de ultrapassar o recorde de 2016, de 24 milhões, mostram dados da Organização Nacional do Turismo Japonês. O país hospedou mais de 800.000 chineses só em agosto -- maior total da história para um único mês. O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe busca atrair 40 milhões de chegadas em 2020, ano em que Tóquio será a sede das Olimpíadas.

Presença na Ásia

O Tujia cobra dos proprietários 3 por cento da tarifa de hospedagem, normalmente de cerca de 15.000 ienes (US$ 130) a 20.000 ienes por noite, disse Suzuki. A empresa organiza mais de 56.000 estadias por dia em grupos, disse ela, que preferiu não comentar quantas ocorrem no Japão. O serviço, que está disponível apenas em chinês, funciona em sete países asiáticos, incluindo Cingapura, Tailândia e Malásia.

O Tujia tem captado recursos para sua expansão. No Japão, a empresa emprega oito pessoas, um número que Suzuki estima que praticamente dobrará até 2019. A empresa procura aumentar o número de imóveis listados no Japão para 200.000 até 2025, disse ela.

Para efeito de comparação, o Airbnb, que tem sede em São Francisco, tem cerca de 55.000 imóveis anunciados no Japão, seu destino mais popular na região Ásia-Pacífico. O Airbnb não possui propriedades.

O Japão aprovou uma lei em junho que eliminou a incerteza sobre a legalidade da locação de uma propriedade por períodos curtos. A legislação, que limita a permanência a 180 noites por ano e exige que os provedores se registrem nos governos locais, entrará em vigor no ano que vem.

"O Japão tem muitos lugares atraentes para visitar", disse Suzuki. "Nós temos grandes expectativas para o mercado daqui."

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