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Londres reprime veículos 'tóxicos' com nova taxa diária

Jessica Shankleman e Charlotte Ryan

23/10/2017 10h18

(Bloomberg) -- Os motoristas dos veículos a diesel, que mais poluem, pagarão uma taxa para entrar na região central de Londres a partir desta segunda-feira. Essa é a tentativa mais recente do prefeito da cidade de reduzir a poluição do ar.

A taxa de 10 libras (US$ 13), chamada de T-Charge, tem como alvo os veículos mais antigos e poluidores que fazem Londres ter um dos piores ares da Europa. Quase 8 milhões de pessoas moram em regiões da cidade nas quais a qualidade do ar viola as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, segundo o gabinete do prefeito Sadiq Khan.

"A escala vergonhosa da crise de saúde pública em Londres, com milhares de mortes prematuras provocadas pela poluição do ar, precisa ser combatida", disse Khan, em comunicado enviado por e-mail. "Esta data representa um marco importante nesta jornada, com a introdução da T-Charge para incentivar os motoristas a deixarem de usar veículos poluentes e nocivos."

A T-Charge será paga pela maioria dos motoristas de carros a diesel registrados antes de 2006 e se soma à taxa atual por congestionamento da cidade, o que significa que os motoristas pagarão um total de 21,50 libras para dirigir um veículo afetado no centro de Londres. A taxa está sendo introduzida como precursora de uma Zona de Emissões Ultrabaixas no centro de Londres em 2019.

Cerca de 34.000 veículos por mês poderão ser submetidos à nova taxa às emissões, segundo o gabinete do prefeito.

A mudança foi bem recebida por organizações como British Heart Foundation e Greenpeace, que colocou uma imagem de Mary Poppins voando sobre o Parlamento, em janeiro, para chamar a atenção para o fato de que o Reino Unido havia ultrapassado o limite de poluição do ar para todo o ano já na primeira semana de janeiro.

"Londres agora se une a Paris, a Copenhague e a muitas outras cidades progressistas que estão adotando medidas urgentes no sentido de retirar veículos a diesel poluidores das ruas", disse Rosie Rogers, ativista para o ar limpo do Greenpeace. "Agora é a vez de o governo nacional entender a urgência dessa crise e adotar medidas mais significativas para reduzir os níveis ilegais de poluição do ar, que prejudicam seriamente a saúde das pessoas em todo o Reino Unido."