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Uber enfrenta ação judicial por preconceito de gênero e racial

Getty Images
Imagem: Getty Images

Joel Rosenblatt

26/10/2017 13h43

(Bloomberg) -- A Uber Technologies foi processada por três engenheiras latinas que acusam a empresa de pagar salários menores e não promover mulheres e negros com a mesma frequência que homens, brancos e asiáticos.

O processo se soma a outros que confrontam o domínio do setor de tecnologia pelos homens brancos. O Twitter e a Microsoft se defendem em ações judiciais nas quais são acusados de frustrar a ascensão de técnicas e engenheiras.

Em setembro, o Google virou alvo de uma ação coletiva na qual a empresa é acusada de pagar sistematicamente salários maiores aos funcionários homens do que às colegas do sexo feminino.

As três mulheres da empresa de transporte particular, uma das quais ainda é funcionária, acusaram a Uber de violar a Lei de Igualdade Salarial da Califórnia em ação apresentada na terça-feira (24) no Tribunal Estadual de São Francisco em nome de todos os engenheiros tratados de forma similar.

As mulheres entraram com a ação sob um estatuto estadual que garante aos empregados o direito de assumir o cargo de Secretário do Trabalho do Estado para realizar ações de execução da lei.

A lei também oferece a elas uma forma de contornar uma disposição dos contratos da Uber que exige que as disputas trabalhistas sejam levadas a arbitragens individuais em vez de avançarem como ações coletivas no tribunal.

A Uber usa um sistema de "ranking do empilhamento" para avaliar funcionários, o que exige que os supervisores os classifiquem do pior ao melhor e resulta em decisões imprecisas e subjetivas sobre o desempenho deles, segundo a ação. O processo contra a Microsoft, aberto no tribunal federal de Seattle em 2015, inclui acusações semelhantes.

"Mulheres e funcionários negros são sistematicamente subvalorizados em comparação com seus colegas homens e brancos ou asiáticos-americanos porque funcionários do sexo feminino e funcionários negros recebem, em média, classificações mais baixas apesar do desempenho igual ou melhor", segundo a ação contra a Uber.

Matt Wing, porta-voz da Uber, preferiu não comentar o processo.

Em julho, a Uber afirmou que havia ajustado salários para garantir igualdade de remuneração para mulheres e minorias.

"Até o momento, nossa abordagem em relação à remuneração tem sido semelhante à de outras empresas pré-IPO, mas à medida que crescemos ficou claro que precisamos ajustar nossa filosofia e continuar ampliando a transparência daqui para frente", afirmou a empresa na época. "Graças ao retorno de nossos funcionários, estamos fazendo os investimentos certos para nos preparar para o futuro."

Juntamente com diversas ações contra empresas de tecnologia e de capital de risco com alegações de assédio sexual, as ações judiciais que acusam Uber, Twitter, Microsoft e Google de discriminação mostram um setor cheio de desafios culturais e preconceitos profissionais.

As mulheres da Uber abriram processo sob a Lei do Procurador-Geral Privado da Califórnia, que permite ao estado embolsar 75% de qualquer penalidade obtida. Os 25% restantes são uma recompensa para os trabalhadores que abrem o processo.

(Com a colaboração de Eric Newcomer)

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