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Grandes bancos defendem direitos LGBT em Hong Kong

Bruce Einhorn

(Bloomberg) -- A escolha de Hong Kong como sede dos Jogos Gays em 2022 chama a atenção para os pedidos realizados por Goldman Sachs Group, BlackRock e outras instituições financeiras para que o governo da cidade realize avanços nos direitos dos homossexuais para não prejudicar as iniciativas de atrair profissionais de todo o mundo.

Hong Kong venceu Washington, capital dos EUA, e Guadalajara, no México, e se tornou a primeira cidade asiática a receber o evento de estilo olímpico, realizado a cada quatro anos. Atualmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecido no centro financeiro asiático, mesmo depois de duas derrotas judiciais no início deste ano, o que faz com que funcionários talentosos não queiram se mudar para a cidade ou permanecer lá. Os defensores dos jogos esperam que uma maior conscientização provoque mudanças nas atitudes da população em relação à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

"Ter os Jogos Gays será uma ótima oportunidade para as pessoas saírem das sombras para a luz", disse Dennis Philipse, chefe do comitê de candidatura de Hong Kong, que foi a Paris para o anúncio de segunda-feira. A equipe comemorou e bebeu champanhe depois da vitória e planeja uma festa maior ao retornar, disse ele. "Este é um passo importante para a Ásia."

A iniciativa das instituições financeiras para aliviar as restrições ao casamento homossexual ficou evidente quando 12 delas apresentaram um documento judicial em maio em nome de uma lésbica do Reino Unido que havia solicitado um visto como dependente de sua parceira. O tribunal decidiu em setembro que o governo deve permitir que ela resida legalmente em Hong Kong.

Em abril, outra decisão judicial estipulou que um funcionário público que havia se casado com seu marido na Nova Zelândia, onde o casamento homossexual é legalizado, tem direito aos mesmos benefícios do governo para seu esposo que seus colegas heterossexuais.

A favor

Entre as instituições financeiras a favor da concessão do visto estavam Goldman Sachs, BlackRock, Morgan Stanley, Nomura Holdings, Credit Suisse Group, ABN Amro Bank, American International Group, Australia & New Zealand Banking Group, Bank of New York Mellon, Société Générale, State Street Bank & Trust e Royal Bank of Canada.

Em março, a maioria dessas mesmas instituições, além do Bank of America Merrill Lynch, do Barclays, do Commonwealth Bank of Australia e do JPMorgan Chase & Co., pediu que o governo adote leis contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de gênero.

"É extremamente importante que tenhamos políticas e benefícios vigentes que nos permitam atrair e reter os melhores profissionais", disse Claire Goodchild, chefe de diversidade e inclusão na Ásia do Morgan Stanley. Ela preferiu não comentar as iniciativas dos bancos para pressionar o governo.

Políticas que colocam as pessoas LGBT em desvantagem prejudicam a capacidade das empresas de recrutar e reter empregados talentosos, disse Bruce Larson, chefe de gerenciamento de capital humano do Goldman Sachs na região Ásia-Pacífico.

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