Bolsas

Câmbio

Mineradora monitora cérebro de motoristas para detectar cansaço

David Stringer

(Bloomberg) -- Os caminhoneiros empregados pela maior empresa de mineração do mundo estão usando bonés e capacetes com sensores na parte interna que monitoram suas ondas cerebrais. O objetivo é alertá-los antecipadamente quando eles estiverem cansados a fim de reduzir acidentes.

A BHP Billiton empregou a tecnologia em 150 caminhões na mina de cobre Escondida que opera no Chile como parte das iniciativas para aumentar a segurança, disse a diretora de tecnologia Diane Jurgens a jornalistas, nesta quarta-feira, nos bastidores de um fórum de mineração, em Melbourne. A empresa pretende adotar o método em outros lugares do mundo, inclusive nas gigantescas minas de minério de ferro da Austrália, disse ela.

A nova tecnologia, que envolve uma tira de 15 centímetros instalada dentro da peça, está sendo usada atualmente no lugar de uma tecnologia anterior que monitorava os movimentos oculares, disse Jurgens, que foi nomeada em 2016 após passagens anteriores por empresas como General Motors e Boeing.

"Não é possível enganar esse boné porque ele monitora as ondas cerebrais, não os olhos -- é uma tecnologia muito melhor", disse ela. "Quando detecta fadiga, o equipamento notifica nossos motoristas, e, tão importante quanto isso, está integrado ao setor administrativo e aos supervisores, que podem intervir."

Segurança maior

Os programas tecnológicos da BHP podem oferecer até US$ 12 bilhões em reduções de custos, melhora da produção e maior segurança, disse o CEO Andrew Mackenzie em uma conferência em Barcelona, em maio. O trabalho da Barrick Gold para implementar a tecnologia pode reduzir até um terço dos custos totais da produtora, disse a diretora de inovação, Michelle Ash, no fórum de Melbourne, na quarta-feira.

Os motoristas da Escondida, a maior mina de cobre do mundo, normalmente fazem turnos de 12 horas, enquanto os veículos movimentam mais de 1,3 milhão de toneladas de material por dia e são conduzidos em média por 36 quilômetros, segundo comunicado de 2010 da BHP. A produção da mina está sendo impulsionada por um projeto de expansão e em agosto atingiu a maior alta em mais de dois anos, segundo o governo do Chile.

A BHP avançou 1,5 por cento nesta quarta-feira, para 26,95 dólares australianos, nas negociações em Sidney, ampliando o avanço acumulado no ano a 8 por cento.

Na região australiana de Pilbara, rica em minério de ferro, a BHP, que tem sede em Melbourne, iniciou os trabalhos voltados à implementação de trens autônomos ao longo de sua rede ferroviária de 1.300 quilômetros, disse Jurgens. O trabalho inicialmente se concentra na instalação de um novo sistema de comunicação 4G e de sinalização de via automatizada. O objetivo final é implementar trens-robô que permitam que a BHP amplie os volumes ao longo da ferrovia.

A Rio Tinto Group, segunda maior mineradora do mundo, busca implementar trens totalmente autônomos em Pilbara até o fim do ano que vem. No mês passado, a Rio Tinto informou que havia concluído uma operação de teste de 100 quilômetros, do entroncamento de Wombat até Paraburdoo, sem maquinistas a bordo.

A BHP também está testando veículos elétricos na mina de cobre subterrânea de Olympic Dam para tentar limitar as emissões e reduzir a exposição dos trabalhadores às minúsculas partículas geradas pelo diesel, disse Jurgens.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos