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O que houve com o contágio? Venezuela mostra ser acidente único

Yumi Teso

(Bloomberg) -- Azar o seu se você tem títulos da dívida venezuelana, mas o restante da comunidade de investidores dos mercados emergentes pode ficar sossegado.

Essa foi a reação inicial dos analistas após o anúncio do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de que o país tentará reestruturar sua dívida, o que ressalta a resiliência de uma classe de ativos que neste ano passou por crises da Turquia à África do Sul com contágio mínimo.

"Provavelmente não tenha havido quase nenhum impacto em outros mercados emergentes pelo fato de os investidores saberem da situação há bastante tempo", disse Satoshi Okagawa, analista sênior para o mercado global do Sumitomo Mitsui Banking em Cingapura. "Devido ao seu peso geográfico, países como Brasil e Argentina podem sofrer algum impacto, mas deve ser de curta duração."

O tempo da Venezuela já estava correndo. O CDS do país latino-americano está acima de 1.000 pontos-base desde meados de 2014, sugerindo uma condição tensa. O rendimento do título soberano de 10 anos atingiu o maior nível desde fevereiro de 2016 no fim do mês passado, de 36,5 por cento.

Quando a Turquia se envolveu em uma disputa diplomática com os EUA, no mês passado, a lira e as ações do país sofreram as maiores quedas nos mercados mundiais, mas o contágio foi limitado. A turbulência política na África do Sul e o risco de rebaixamento da classificação do país têm assolado os ativos do país, mas, novamente, os demais ativos dos mercados emergentes simplesmente continuaram subindo.

O MSCI Emerging Markets Currency Index e o indicador que monitora as ações dos países em desenvolvimento caminham para um ganho semanal, ampliando os avanços de 2017 para impressionantes 31 por cento nas ações e 8,2 por cento nas moedas. O peso mexicano, muitas vezes visto como indicador do risco dos mercados emergentes acumula uma valorização de mais de 9 por cento no ano.

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