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Cofundador da TPG revela temas de investimento para 2018

Melissa Mittelman

(Bloomberg) -- O cofundador da firma de private equity TPG recorreu a teorias da evolução das espécies para explicar o mundo dos investimentos.

"Acontece que Darwin errou um pouco", disse Jim Coulter à plateia do evento Year Ahead Summit, organizado pela Bloomberg em Nova York. Em vez de mudanças evolucionárias lentas, Coulter prefere a teoria conhecida como equilíbrio pontuado, segundo a qual momentos de estabilidade são sucedidos por mudanças rápidas. Segundo o bilionário, isso cria oportunidades de investimento.

Coulter fundou a firma especializada em participações junto com David Bonderman em 1992. Ele listou cinco mudanças fundamentais que criam oportunidades para 2018 e além:

Experiências

A TPG observa que o dinheiro gasto pelos consumidores está se distanciando dos bens materiais e migrando para experiências. Shows e eventos esportivos ganharam valor, à medida que a tecnologia facilita a compra de ingressos e o compartilhamento de experiências, disse Coulter. Com base neste tema, a TPG investe no Cirque du Soleil, na agência de talentos Creative Artists Agency e na operadora de cruzeiros marítimos Viking Cruises.

Cinto de segurança

"Quando as novas tecnologias chegam, demora para a sociedade colocar o cinto de segurança", disse Coulter. "Um dos temas que avaliamos em termos de investimento, em termos de sociedade, é onde estarão os cintos de segurança nesta revolução tecnológica?"

A transparência das plataformas de mídia e a gestão de brechas de dados interessam à TPG. Sua carteira inclui a McAfee, empresa de segurança virtual considerada cinto de segurança para o setor privado.

Comida de origem local

No universo culinário, distribuidores industriais e de grande escala encolheram e o apetite dos consumidores por opções locais e artesanais disparou, segundo Coulter. Ele mostrou para a plateia um trecho da série de televisão Portlandia em que os personagens pedem ao garçom informações sobre a procedência do frango que consideram pedir. A rede de supermercados Gelson's, comprada pela TPG em 2014, "é o marco zero para essa tendência". Ele descreve o empreendimento como o "acasalamento entre Dean & DeLuca e Whole Foods".

Mercados privados

"Alfa migrou para os mercados privados", disse Coulter. A estiagem de aberturas de capital, apesar da enxurrada de dinheiro de fundos de venture capital na direção de startups, reflete o que ele chama de "Efeito Bezos". Nos anos seguintes à abertura de capital, a Amazon era subvalorizada e o fundador Jeff Bezos era criticado pelos analistas por investir em planos de crescimento de longo prazo, colocou Coulter. Hoje, mais empresas preferem manter o capital fechado por mais tempo, segundo ele.

Morte dos shopping centers

A queda acentuada do tráfego de pessoas nas lojas tem sido cruel para as varejistas, mas mortal para os shopping centers do país, disse Coulter. Ele mostrou fotografias de centros comerciais vazios, um deles com neve acumulada após meses sem clientes e outro transformado em lago após o teto ruir.

"Esta é uma oportunidade realmente interessante porque alguém tem de reprogramar essas propriedades imobiliárias", disse Coulter. Uma empresa da carteira da TPG, a rede de academias esportivas Life Time Fitness, está encontrando aluguéis baratos em espaços antes usados por grandes varejistas. O Cirque du Soleil estuda promover eventos para crianças nessas áreas.

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