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Internet das Coisas busca safra definitiva em vinícola canadense

Natalie Wong

(Bloomberg) -- Sopra um vento forte na vinícola Henry of Pelham, em Niagara, Ontário, enquanto um fazendeiro inspeciona sensores das videiras de Cabernet Sauvignon em preparação para a temporada de vinho de gelo (icewine).

Os sensores fazem parte de um projeto-piloto da Bell Canada, pertencente à BCE, da gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies e da empresa de software BeWhere, com sede em Toronto, para buscar a safra definitiva em uma das principais regiões vinícolas do Canadá.

Os sensores, um pouco maiores do que um iPhone, são carregados por painéis solares. Podem coletar informações, por exemplo, sobre temperatura, níveis de água e umidade para melhorar as operações do vinhedo e ajudar a prevenir a doença da videira. A tecnologia engloba sensores da BeWhere, chips da Huawei e a nova rede sem fio da Bell, a "LTE-M", uma rede de baixa potência e amplo alcance.

"Não podemos controlar a natureza, por isso temos que trabalhar com a natureza", disse Paul Speck, presidente da Henry of Pelham, na quinta-feira, no vinhedo. "Quanto mais entendemos o que a natureza está fazendo, mais podemos reagir. Essa tecnologia faz isso, e de forma muito barata."

Se bem-sucedido, o projeto voltado à Internet das Coisas sairá dos vinhedos e será expandido para outros setores da agricultura. A Internet das Coisas se refere à conexão de ferramentas do cotidiano -- de automóveis a eletrodomésticos -- a sistemas informatizados para que sejam mais funcionais. Muitas fabricantes começaram a levar esses aparelhos ao mercado e empresas como Hitachi e Dell Technologies têm investido fortemente nessas plataformas.

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