Vendedores de casas em Londres baixam preços por mercado difícil

Lucy Meakin

(Bloomberg) -- A proporção de vendedores de residências de Londres que estão reduzindo os preços de venda está aumentando em meio ao declínio do mercado imobiliário.

Mais de quatro em cada 10 vendedores estão revisando preços para baixo. O corte médio de 6,7 por cento do preço reflete o "otimismo excessivo inicial e um mercado mais difícil", afirmou a Rightmove em relatório publicado na segunda-feira.

Os novos vendedores que estão chegando ao mercado em novembro também estão reduzindo suas expectativas, mas modestamente, gerando queda de 0,2 por cento em relação ao mês anterior, para 628.219 libras (US$ 824.000). Isso representa um declínio anual de 2,4 por cento -- muito distante do crescimento de mais de 20 por cento de 2014.

"A demanda do comprador esfriou e, para aumentar o interesse deles, tanto os vendedores recém-chegados ao mercado quanto os que já estavam precisam oferecer preços tentadores", disse o diretor da Rightmove, Miles Shipside. "O efeito é uma venda de outono espontânea com a maior proporção de vendedores no mercado que reduziram os preços iniciais de venda nesta época do ano desde 2010."

Embora Londres venha sendo a mais afetada pelo esfriamento do setor de habitação do Reino Unido, o restante do país também registra reduções generalizadas, considerando que 37 por cento dos vendedores de todo o país baixaram preços. O preço médio das novas propriedades no mercado caiu 0,8 por cento em relação ao mês anterior, para 311.043 libras, mas o valor ainda é 1,8 por cento superior ao do ano passado.

Um outro relatório, da LSL Acadata, mostrou que o crescimento anual dos preços das residências no Reino Unido caiu para 0,8 por cento no mês passado, ritmo mais lento desde março de 2012. As transações caíram 5 por cento nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2016.

No entanto, a decisão do Banco da Inglaterra, neste mês, de elevar as taxas de juros pela primeira vez em uma década terá um impacto limitado na demanda, amortecida pela alta proporção de famílias com hipotecas com juros fixos e pela concorrência entre os bancos, informou a Acadata.

Ainda assim, o debilitamento do mercado imobiliário e a perspectiva de custos de empréstimos maiores podem estar afetando os consumidores. Em relatório separado, a Visa afirmou que os gastos caíram no mês passado ao ritmo mais rápido desde 2013.

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