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Bitcoin cai depois de roubo de US$ 31 mi em outra criptomoeda

Justina Lee

(Bloomberg) -- O bitcoin, que estava com uma cotação recorde, despencou depois que o roubo de US$ 31 milhões em outra moeda criptografada reacendeu a preocupação com a segurança das moedas digitais.

A empresa por trás do tether, uma moeda criptografada usada pelas bolsas de bitcoin para facilitar negociações com moedas fiduciárias, anunciou o roubo na terça-feira. Em um comunicado, ela informou que um atacante "malicioso" removeu tokens da carteira Tether Treasury em 19 de novembro e enviou-os para um endereço de bitcoin não autorizado. A empresa afirmou que está tentando impedir que as moedas roubadas sejam usadas.

O bitcoin chegou a cair 5,4 por cento, para US$ 7.798,72, antes que o declínio se detivesse em 0,7 por cento às 9h20, horário de Londres.

Este é o mais recente incidente em uma longa lista de ataques que abalaram a confiança na segurança das moedas criptografadas. É provável que aumente o debate em Wall Street sobre se as moedas digitais são seguras o suficiente para entrar no campo das finanças tradicionais.

O tether, com uma capitalização de mercado de US$ 676 milhões, é a 19ª moeda virtual mais valiosa do mundo, de acordo com dados da Coinmarketcap.com. Os tokens estão vinculados às moedas fiduciárias, o que permite que os usuários armazenem e transfiram de forma instantânea e global, de acordo com o site. A empresa responsável por tether afirmou que os tokens são completamente respaldados por moedas fiduciárias.

O tether se tornou parte do ecossistema do bitcoin porque ajuda as bolsas a facilitar negociações com moedas como o dólar, o euro e o iene, de acordo com Arthur Hayes, CEO da BitMEX, um local de derivativos de moedas criptografadas em Hong Kong. Leis contra a lavagem de dinheiro e que exigem conhecer os clientes impediram que muitas bolsas de bitcoins abrissem contas bancárias, necessárias para manter as moedas fiduciárias.

O roubo provocou uma nova onda de preocupações com a viabilidade do tether. O ceticismo já vinha crescendo desde que a empresa por trás dos tokens afirmou em abril que todas as transferências internacionais haviam sido bloqueadas por seus bancos taiwaneses. Isso disparou dúvidas sobre se os tokens estavam completamente respaldados por moedas fiduciárias.

"Se o tether realmente estiver comprometido, isso será um problema muito grande para muitas bolsas", disse Hayes. "A reação automática foi esse medo."

Um e-mail para o endereço de assistência no site do tether não foi respondido imediatamente.

É improvável que os usuários abandonem o tether se ele continuar sendo compatível com as bolsas e se nenhum outro token com credibilidade aparecer, de acordo com Zhou Shuoji, sócio fundador da FBG Capital, uma empresa de investimentos em moedas criptografadas com sede em Cingapura. Essa visão pode explicar por que o bitcoin se recuperou de parte de suas perdas iniciais.

"A comunidade reagirá exageradamente a esses incidentes", disse Zhou. "O mais importante é que mais e mais pessoas estão monitorando e usando as moedas virtuais."

--Com a colaboração de Nour Al Ali

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