Melhor sushi de Nova York pode estar no aeroporto de Nova Jersey

Gary He

(Bloomberg) -- A combinação das palavras "aeroporto" e "sushi" normalmente não inspira confiança em uma experiência gastronômica de alta qualidade.

Mas bem a tempo do pico da temporada de viagens de fim de ano, o Aeroporto Internacional de Newark Liberty lançou o Tsukiji Fishroom, um estabelecimento de venda de comida para viagem com produtos do mundialmente famoso mercado de frutos de mar de Tóquio.

A OTG Management, empresa de restaurantes que supervisiona a reforma de US$ 120 milhões do Terminal C da United, que está em andamento, tem como fornecedora direta a meca dos frutos do mar do Japão neste novo conceito.

A qualidade dos peixes do Tsukiji é bastante reconhecida: a fila na porta do restaurante de sushi Daiwa, perto do mercado, começa às 4 da manhã e a espera pode durar horas. No Newark, os clientes terão de esperar apenas a fila do controle da Administração para a Segurança dos Transportes dos EUA. (Na verdade, essa espera também pode ser longa, a menos que você pague para evitá-la).

A OTG adquire os peixes por meio de uma parceria com a True World Foods, que compra no mercado Tsukiji para mais de 10.000 restaurantes do Japão e para clientes americanos de alto padrão, como Nobu, Brooklyn Fare, Blue Ribbon e Sushiden. A parceria marca a primeira vez que a True World trabalha com um restaurante de aeroporto americano.

"O que estamos criando no terminal da United é sushi no aeroporto, e não sushi de aeroporto", diz Eric Brinker, vice-presidente de experiência da OTG.

Os leilões de atum do mercado de Tsukiji começam todos os dias às 5:30. Centenas de vendedores e agentes registrados inspecionam cada peixe para verificar o conteúdo de gordura e depois apresentam lances, que normalmente variam de 2.700 ienes a 10.800 ienes (US$ 24 a US$ 96) por quilo. O preço mais alto já pago por um único atum no mercado de Tsukiji é de US$ 1,8 milhão, em 2013.

Às 8 horas, os peixes são levados à instalação de processamento da True World, onde são cortados em pedaços ligeiramente mais manejáveis e embalados para um voo de 12 horas com saída na mesma noite. Quando o avião aterrissa em Newark, às 16h30 pelo horário da Costa Leste dos EUA, o peixe é trazido para o Tsukiji Fishroom e cortado para ser servido -- apenas 25 horas depois de ter sido comprado em um leilão a meio mundo de distância.

"Tudo o que levamos é baseado no que está bom e no que está na temporada", diz Nate Appleman, vice-presidente de culinária da OTG.

Nem todos os peixes vêm de Tóquio. O salmão não é servido nos restaurantes de sushi tradicionais do Japão, e também não tem muita presença no mercado. Mas sua popularidade nos EUA induziu a OTG a importar salmão norueguês.

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