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Mercados de ações da China despencam e traders lembram de 2015

Kana Nishizawa

(Bloomberg) -- O governo da China fica alarmado com uma bolha no mercado de ações, envia um alerta, desencadeia uma fuga e a queda se propaga por todos os lados.

A forte queda de quinta-feira no segundo maior mercado de ações do mundo tem algumas semelhanças estranhas com o alvoroço de 2015, quando as ações da parte continental do país despencaram em questão de semanas, abalando as negociações globais.

Desta vez, o alerta se concentrou em apenas uma ação -- a gigante das bebidas alcoólicas Kweichow Moutai --, mas os investidores em ações entenderam o recado e correram para as saídas, ajudando a desencadear a maior queda do CSI 300 Index em 17 meses na quinta-feira.

Embora a alavancagem e as avaliações no mercado de ações ainda estejam muito abaixo dos níveis de 2015, todas as atenções estão voltadas para os próximos passos de Pequim.

"Minha esperança como investidor é que o governo continue bem longe" do controle dos preços das ações e permita que os investidores ganhem ou percam dinheiro como acharem conveniente, disse Marc Franklin, gerente de fundos da unidade asiática da Conning Holdings em Hong Kong. "A preocupação é que o governo tente intervir no mercado para reduzir a volatilidade e acabe criando mais volatilidade."

Apesar de os traders apontarem para o nervosismo no mercado de títulos e para as preocupações com a liquidez como principais fatores da queda de quinta-feira, as críticas da imprensa estatal chinesa de que a Moutai -- que tem um dos melhores desempenhos do ano na parte continental do país entre as empresas de grande capitalização -- havia subido muito rapidamente neste ano aumentou o nervosismo dos investidores.

A queda das ações da maior produtora de bebidas alcoólicas da China se prolongou pelo sexto dia nesta sexta-feira.

Em 2015, o governo alertou os investidores sobre alavancagem e restringiu o trading de margem, provocando uma queda de US$ 5 trilhões que, na época, tentou -- sem sucesso -- interromper com intervenções. Esse apoio, que abarcou desde a suspensão de ações até exortações para que os fundos estatais comprassem, não deu muito conforto aos investidores e serviu de lembrete dos riscos em um mercado bastante controlado e da dificuldade de gerenciá-lo.

"Minha esperança é que tenham aprendido com 2015", disse Franklin.

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