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Opep apoia extensão de cortes e aguarda Rússia: Fontes

Javier Blas, Elena Mazneva e Grant Smith

(Bloomberg) -- Todos os integrantes da Opep apoiam a extensão dos cortes de produção de petróleo até o fim de 2018, mas, às vésperas da reunião de quinta-feira em Viena, a Rússia ainda não se comprometeu com a proposta, disseram pessoas a par do assunto.

A Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo redigiram o esboço de um acordo para manutenção dos limites por mais nove meses além da data final atual, no fim de março, mas Moscou teme que o apoio aos preços do petróleo acima de US$ 60 por barril ajude a indústria de petróleo de xisto dos EUA, concorrente do grupo, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a informação é privada.

A situação ressalta o dilema enfrentado pelos 24 países produtores de petróleo que fecharam um acordo histórico para redução da produção há um ano. Os sinais de sucesso são claros -- os estoques globais de combustível estão secando e os preços do petróleo atualmente estão perto dos maiores patamares em dois anos. Ainda assim, os ministros que se reunirão na capital da Áustria nesta semana não têm muita ideia de como as produtoras de xisto dos EUA reagirão se a Opep continuar restringindo sua produção até o fim de 2018. Até recentemente, a Rússia e o Kuwait, membro da Opep, insistiam que a decisão sobre a extensão deveria ser adiada até o início do ano que vem com a esperança de que haja um panorama mais claro.

"O mercado está em posição muito melhor do que no ano passado" graças ao acordo para a redução da oferta, disse o ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mazrouei, a jornalistas, em Dubai, na terça-feira. "Temos esperanças de mais um ano de correção e recuperação."

União frágil

A Opep, a Rússia e seus parceiros demonstraram união e conformidade sem precedentes desde o fechamento do acordo para cortar 1,8 milhão de barris por dia da oferta de petróleo dos mercados internacionais. Em maio, concordaram prontamente em prolongar o acordo depois que ficou claro que os seis primeiros meses de cortes não haviam eliminado o excesso de oferta. Os estoques de combustíveis dos países industrializados caíram pela metade de janeiro para cá, mas continuam 140 milhões de barris acima da média de cinco anos, disse o secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, na segunda-feira.

No entanto, Moscou mostrou hesitação quanto à necessidade de uma segunda extensão agora, e também em relação à duração do plano, considerando que o acordo atual termina apenas no fim de março. Após dias de negociações, a Rússia e a Arábia Saudita teriam fechado na semana passada uma estrutura para mais nove meses de cortes, mas continuam discutindo detalhes fundamentais, como a nova retórica que ligaria o tamanho dos cortes à saúde do mercado de petróleo.

Todos são favoráveis a uma extensão e várias opções serão discutidas na reunião de quinta-feira, disse o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, em entrevista à emissora RBC, na sexta-feira. A assessoria de imprensa da pasta não fez comentários adicionais quando procurada pela Bloomberg, na terça-feira.

--Com a colaboração de Wael Mahdi e Khalid Al-Ansary

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