Acordo Bayer-Monsanto pode exigir compartilhamento de pesquisas

Eyk Henning e Naomi Kresge

(Bloomberg) -- A Bayer talvez precise compartilhar segredos de pesquisa com a concorrência para levar adiante a aquisição da Monsanto.

As autoridades antitruste querem incentivar a concorrência a longo prazo e avaliam a cadeia de valor como um todo, afirmou o CEO da Bayer, Werner Baumann, em conferência, em Dusseldorf, na quarta-feira. "Isto não se resume apenas aos produtos industriais existentes ou a certa capacidade de produção, envolve também capacidades de pesquisa e desenvolvimento", disse.

Baumann tem trabalhado para eliminar os obstáculos finais para a transação de US$ 66 bilhões que ainda pretende concluir até o início do ano que vem. A Bayer está vendendo uma divisão de sementes e produtos agroquímicos à BASF por US$ 7 bilhões. A questão da capacidade de pesquisa e desenvolvimento já surgiu na Rússia, onde as autoridades adiaram a aprovação até que a empresa combinada concorde em compartilhar tecnologia e dados.

A Bayer apresentou mais de quatro milhões de páginas de documentos só para a Comissão Europeia como parte do processo regulatório, disse Baumann. O extenso processo regulatório "cria incerteza entre os executivos porque não podemos designar níveis de gestão mais elevados enquanto não estiver claro" se o acordo será aprovado, disse ele.

O CEO da Bayer preferiu não comentar com mais detalhes após o discurso de quarta-feira no qual fez referências a possíveis desinvestimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Os órgãos reguladores da UE adiaram duas vezes a análise da fusão da Monsanto, atrasando o novo prazo para a decisão para 5 de março.

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