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Transição de energia chegará na próxima década

Anindya Upadhyay e Iain Wilson

(Bloomberg) -- Está em andamento uma transição de energia. A energia solar e a energia eólica estão sendo cada vez mais incorporadas. Os veículos elétricos estão se tornando mais comuns. Enquanto isso, as autoridades estão trabalhando em uma melhor combinação de políticas para pagar tudo isso.

A conferência sobre o futuro da energia da Bloomberg New Energy Finance, na Ásia, reuniu executivos do setor, autoridades políticas e banqueiros para abordar algumas das grandes questões sobre energia.

"O passado nos dá uma lição muito clara, e é que temos subestimado o ritmo da transição de energia", disse Kobad Bhavnagri, analista da BNEF, no começo da conferência em Xangai.

Estes são alguns dos destaques das apresentações da terça-feira:

Os veículos elétricos chegaram para ficar

Os veículos elétricos se transformaram em um elemento-chave da transição de energia.

A BNEF projeta que haverá 530 milhões de veículos elétricos nas ruas até 2040. Além disso, a divisão de pesquisa projeta que haverá mais ônibus e caminhões elétricos, à medida que esse segmento do mercado transporte se tornar mais atraente para a eletrificação.

O armazenamento é fundamental

Os custos das baterias estão diminuindo e as densidades de energia estão aumentando. Os preços dos pacotes de baterias caíram cerca de 74 por cento de 2010 a 2016, segundo a BNEF. Por sua vez, as fabricantes de baterias estão aumentando a capacidade de produção -- uma boa notícia para a Ásia, centro da maior parte da capacidade de produção de baterias.

"A economia de escala é realmente muito importante aqui", disse Colin McKerracher, analista da BNEF.

O GNL continuará no mix

O gás ainda tem um papel importante a desempenhar na transição de energia e espera-se um forte aumento da demanda na China, Japão e Coreia do Sul até 2030. Em relação à oferta, a América do Norte e a Austrália terão um papel maior.

"O GNL será uma grande peça do quebra-cabeça, especialmente no que diz respeito à aceleração", disse o CEO da BNEF, Jon Moore. "Nós somos muito otimistas em relação ao gás e vamos cobrir muito mais isso."

Mas a transição não será fácil

O impulso é claramente a favor de mais energias renováveis -- seja eólica, solar, biomassa ou outra tecnologia. Mas os desafios continuam existindo.

No mercado de veículos elétricos, por exemplo, a escassez de infraestrutura de carga, as mudanças para políticas menos favoráveis aos veículos elétricos ou uma desaceleração na queda dos preços das baterias de íon-lítio poderiam conspirar para desacelerar o avanço.

A queda dos preços das energias renováveis estimulará a aceitação dos consumidores, mas isso também gerará problemas próprios, disseram os palestrantes na cúpula. Os contribuintes terão que pagar o custo do capital de energia obsoleto que está sendo substituído pelas energias renováveis, disse Tomas Kaberger, presidente do conselho executivo do Renewable Energy Institute em Tóquio.

A transição para as energias renováveis será mais fácil se os políticos não tentarem proteger os geradores tradicionais de energia da concorrência, disse Kaberger.

"Os contribuintes podem não querer arcar com o custo da energia antiga", disse ele.

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