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Aman transformou antiga aldeia chinesa em resort cinco estrelas

Nikki Ekstein

(Bloomberg) -- Em um terreno reflorestado a menos de 35 quilômetros a sudoeste de Xangai, um novo e deslumbrante hotel está tomando forma, um tijolo antigo de cada vez.

Quando abrir as portas no início de janeiro, o Amanyangyun, o 31º hotel no portfólio da Aman e o projeto mais ambicioso da empresa até hoje, entrará em um cenário lotado de estreias chinesas.

A poucos quilômetros de distância, a Capella restaurou recentemente um corredor inteiro de casas shikumen dos anos 1930 para criar um hotel que definirá o padrão do próspero centro financeiro; em Hong Kong, o Murray, que abrirá em breve, está ressuscitando um prédio adorado pelos locais com um design de Sir Norman Foster que não poupou esforços; em Pequim, o Peninsula acabou de realizar uma renovação completa de seu impactante hotel só de suítes. Então, por que o Amanyangyun é tão impressionante?

Por seu passado improvável, seu projeto de conservação que durou uma década e seu compromisso com a preservação histórica, que poderia desbancar o de qualquer imóvel emblemático.

O conceito

Se os hotéis mais bem-sucedidos têm uma noção de lugar, o Amanyangyun tem também uma noção de tempo. Em uma façanha de preservação liderada pelo empresário chinês Ma Dadong, o resort consiste primordialmente de 50 casas históricas. A maioria tem entre 300 e 500 anos, e todas foram resgatadas de um destino intempestivo.

A história

No início dos anos 2000, Ma ? empresário bem-sucedido de gestão de investimentos e imóveis ? voltou à sua província natal Jiangxi em uma visita de rotina e descobriu que uma grande mudança estava prestes a acontecer. O governo acabava de aprovar a construção de uma barragem que colocaria em risco as residências históricas da região, forçando seus proprietários a se mudarem e deixarem dezenas de casas das dinastias Ming e Qing para apodrecer sob a água.

Um esforço monumental

Embora seja difícil calcular números exatos, considerando a magnitude do projeto, estima-se que mais de 200 funcionários tenham sido contratados para materializar o sonho de Ma, a começar pelos habitantes locais de Jiangxi, que desmontaram 50 casas antigas, viga por viga, pedra por pedra. Os trabalhadores contaram uma média de 100.000 pedras por moradia, disse Benoit Amado, gerente-geral do Amanyangyun. Cada parte foi então catalogada individualmente e enviada a um armazém perto de Shanghai, onde foram guardadas. Reconstruir as estruturas, disse Amado, levou mais de três anos por casa.

Madeiras nativas

Ma propôs a ideia de um hotel para a Aman em 2009, e a marca agarrou a oportunidade. Se o papel de Ma foi resguardar e proteger uma série de tesouros nacionais, o da Aman foi adaptá-los aos hóspedes de um hotel de luxo dos tempos modernos. A marca convocou o premiado arquiteto Kerry Hill, que elaborou um plano para transformar 26 residências antigas em acomodações minimalistas.

Treze delas agora são suítes hoteleiras decoradas com paletas de cores naturais que complementam os materiais originais, como a madeira de pinheiro. Outras 12 são residências que serão vendidas a proprietários privados, com extras modernos como adegas subterrâneas, cinemas e academias de ginástica.

A última estrutura talvez seja a mais especial ? um centro cultural revestido da preciosa madeira nanmu da província de Sichuan, onde a programação diária deverá incluir oficinas de caligrafia, cerimônias tradicionais com incenso e apresentações de ópera de Kunqu.

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