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Codelco quer que CEO permaneça para conter custos

Bloomberg News

(Bloomberg) -- O CEO da Codelco, Nelson Pizarro, deveria ser reeleito para o cargo quando seu mandato terminar, no ano que vem, para manter o foco da empresa na redução de custos e gastos, disse o presidente do conselho da empresa.

"Muitas pessoas, inclusive eu, promovem a ideia de que Nelson continue como CEO por alguns anos, se possível", disse Óscar Landerretche, em entrevista, em Xangai, durante a Asia Copper Week. Ele tenta convencer Pizarro a não se aposentar e tem contado a políticos de todos os partidos por que ele deveria permanecer. A estatal é a maior produtora de cobre do mundo.

Pizarro desempenhou um papel crítico no impulso de corte de gastos e redução de custos, disse Landerretche. "É preciso que o CEO seja minerador, alguém que esteve lá. Deve racionalizar projetos, cortar custos, sanear finanças, e a Codelco tem muitos anos mais disso pela frente." Pizarro tem mais de 50 anos de experiência no setor de mineração.

O mandato de Landerretche também termina no ano que vem, quando a diretoria da produtora será reorganizada pelo próximo governo. O Chile realizará o segundo turno da eleição presidencial em 17 de dezembro, colocando frente a frente o bilionário ex-presidente Sebastián Piñera contra o candidato da base do governo, Alejandro Guillier.

As pessoas que administram mineradoras como a Codelco precisam resistir a pressões que as desviam dos interesses da empresa e dos cidadãos, disse Landerretche. "Todos os dias é preciso dizer não a alguém. Dizer não aos trabalhadores, não às empreiteiras, não aos engenheiros, não a algum louco com alguma ideia louca, não ao governo que deseja te usar para emitir dívida."

O foco nos custos e nos gastos reflete uma cautela maior no setor em relação a compromissos com novos investimentos em minas, mesmo com os preços do metal sendo negociados perto do nível mais alto desde 2013, segundo Landerretche. As grandes produtoras são mais conservadoras "provavelmente porque a lembrança de ter se dado mal em algum investimento no superciclo ainda está muito viva entre os acionistas".

Embora saudável para as empresas, "isso torna a oferta ainda menos dinâmica porque significa que elas serão muito mais lentas para produzir e reagir ao excesso de demanda", disse ele. "Não querem cometer os mesmos erros." Essa disciplina em relação à oferta é um motor capaz de respaldar o cobre na próxima década.

Pizarro não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail.

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