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Starbucks aposta em expansão na China após estagnação global

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Starbucks prevê que a China ultrapassará os EUA como maior mercado em uma década, contando com os consumidores endinheirados do país para compensar a estagnação do crescimento no resto do mundo.

Ampliando o foco na China, a Starbucks abrirá sua maior cafeteria do mundo em Xangai na quarta-feira. A loja de 2.800 metros quadrados -- cerca de metade de um campo de futebol -- faz parte do esforço de sofisticação defendido pelo fundador e presidente do conselho da empresa, Howard Schultz. Os clientes dessa nova loja gigantesca na famosa rua comercial West Nanjing Road poderão ver os grãos serem torrados, provar tipos de café de alta qualidade e usar um aplicativo digital de realidade aumentada do Starbucks para interagir com a loja.

O CEO Kevin Johnson mira o mercado de mais rápido crescimento da empresa com sede em Seattle enquanto busca formas de recuperar as lentas vendas globais depois de saturar os EUA com lattes e cappuccinos. Três anos depois de abrir a primeira roastery, loja de torrefação de café, em seu país, a Starbucks finalmente testará a ideia na China, onde atualmente mantém 3.000 lojas.

"É óbvio para nós que o poder de permanência da China para a Starbucks será muito mais significativo do que o poder de permanência dos EUA", disse Schultz em entrevista coletiva em Xangai, na terça-feira, para apresentar a nova cafeteria. Segundo ele, a China está a caminho de se tornar o maior mercado da empresa em menos de uma década.

A China está se tornando crucial para a Starbucks. As vendas nas mesmas lojas subiram 8 por cento na China durante o trimestre mais recente, contra 2 por cento globalmente. A receita da região Ásia-Pacífico representou quase 15 por cento da receita da Starbucks no ano fiscal encerrado em outubro, contra 5,5 por cento cinco anos antes.

A Starbucks expandiu seu investimento na China em julho, quando anunciou planos para comprar as participações dos parceiros em sua joint venture na região leste da China. A empresa fechou acordo para adquirir os 50 por cento restantes do negócio em uma transação de US$ 1,3 bilhão, o que garantiu à empresa a propriedade de cerca de 1.300 cafés em Xangai e nas províncias de Jiangsu e Zhejiang. A Starbucks, que afirma que está abrindo uma loja a cada 15 horas na China, planeja ter 5.000 cafés na parte continental do país até 2021.

A Starbucks está apostando que a fome da China por produtos sofisticados e de luxo pode ser transferida para o café. Um latte padrão na rede de cafeterias já é mais caro do que o café de muitos estabelecimentos locais de Xangai. A demanda por produtos de alto padrão -- de automóveis a iogurtes -- está ganhando força porque um número crescente de famílias chinesas está atravessando o limite de renda e se tornando rica.

"Os consumidores chineses, especialmente a geração mais jovem, querem coisas de mais qualidade, mais exclusivas, que representem quem são", disse Jack Chuang, sócio em Xangai da OC&C Strategy Consultants, que estudou o mercado do café da China. "No caso do café, existe um certo tipo de exclusividade que os consumidores buscam em lojas butique boas."

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