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Meirelles lança ofensiva nas redes para melhorar imagem, diz fonte

Rachel Gamarski

07/12/2017 10h04

(Bloomberg) -- O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adota uma nova frente na tentativa de lapidar sua imagem para uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto: um reforço de atuação nas redes sociais. Depois de revigorar a estratégia no Twitter, agora com um estilo mais personalizado, o ministro irá se lançar no Facebook e no LinkedIn, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto sob condição de anonimato.

Desde a mudança de estratégia do ministro, há cerca de 10 dias, ele ganhou mais de 1.000 seguidores no Twitter e agora conta com cerca de 29.000, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Além de tuitar diariamente, Meirelles passou a priorizar seu nome nas apresentações em que comenta os resultados positivos da economia. Também é possível notar um tom mais popular na comunicação: na quarta-feira, o ministro destacou que a queda da inflação ajuda as famílias mais pobres.

O ministro estava insatisfeito com sua visibilidade e quer que sua imagem nas redes sociais reflita a melhoria da atividade econômica dos últimos meses.

A estratégia está sendo liderada pelo publicitário Fábio Veiga, da agência Neovox, recém contratado pelo ministro, segundo a fonte. A contratação de Veiga, também responsável pela publicidade do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), foi noticiada nesta semana por "O Globo".

Vídeos na internet

Além do publicitário, Meirelles agora tem um funcionário para ajudá-lo a fazer vídeos que são veiculados em suas contas na internet.

De olho também na saúde, Meirelles, 72 anos, procura fazer atividade física com frequência e chegou a instalar uma bicicleta ergométrica em seu gabinete, disse uma outra fonte próxima ao ministro.

Apesar de não assumir sua candidatura à presidência, Meirelles tem dito, quando perguntado, que irá anunciar sua decisão sobre concorrer ao Palácio do Planalto até março. O Ministério da Fazenda informou, por meio da assessoria de imprensa, que não irá comentar o assunto.

--Com a colaboração de Fernando Travaglini

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