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Red Bull é desafiada na China por rival que patrocina Chelsea

Anuchit Nguyen

(Bloomberg) -- O magnata tailandês Sathien Setthasit disse que planeja injetar US$ 300 milhões para ajudar sua empresa de bebidas energéticas Carabao a enfrentar a Red Bull na China como parte de uma iniciativa para expandir sua receita no exterior. As ações da empresa registraram a maior alta em quase um mês.

O aporte é destinado ao marketing e à distribuição nos próximos três anos para explorar a crescente demanda chinesa por bebidas energéticas, disse Sathien, em entrevista. Sathien é CEO da Carabao, mas está financiando o investimento por meio de uma empresa separada para não pressionar as finanças da Carabao.

"A China tem um grande potencial de crescimento em termos de consumo de bebidas energéticas", disse Sathien, 64, em seu escritório, em Bangkok, em 4 de dezembro. "Mas os custos de marketing para uma marca recém-chegada serão enormes. Temos que fazer muito barulho com promoção para ter sucesso."

A China oferece um mercado de bebidas energéticas que deverá crescer em um terço até 2020, para US$ 10,1 bilhões, segundo a empresa de pesquisas Euromonitor International. O desafio da Carabao, criada há 16 anos, é descobrir como combater a Red Bull, marca dominante, na segunda maior economia do mundo, além de rivais locais consolidadas e da Monster Beverage, também recente no mercado.

A Carabao já investiu US$ 100 milhões em marketing neste ano, segundo Sathien, em busca de reconhecimento internacional após superar a Red Bull, pertencente à T.C. Pharmaceutical Industries, na Tailândia. Entre as iniciativas promocionais da marca estão patrocínios ao Chelsea e a um torneio de futebol na Inglaterra. O Reino Unido é um mercado internacional prioritário.

A concorrência na China engloba também outros tipos de bebidas, como água de coco e chá pronto, disse Loris Li, analista de alimentos e bebidas da consultoria Mintel Group em Xangai. Ao mesmo tempo, existe um apetite por novas opções de produtos porque mais chineses começam a se preocupar com a boa forma, segundo Li.

As ações da Carabao dispararam após a abertura de capital, em 2014, e a empresa se tornou uma das 50 maiores do país do Sudeste Asiático em capitalização de mercado e deixou Sathien bilionário no início do ano -- embora apenas por um breve período.

No último mês, as ações caíram cerca de 17 por cento, em parte depois que a empresa divulgou um declínio de 12 por cento na receita líquida do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 387,7 milhões de bahts (US$ 11,9 milhões). Com a queda das ações, Sathien perdeu o status de bilionário.

As ações compensaram parte do declínio nesta quinta-feira, ao subir 5,1 por cento no fechamento em Bangkok, maior alta desde 13 de novembro.

As vendas na China parecem inferiores à orientação anterior e caminham para um total de 150 milhões de latas em 2017, contra uma meta de 170 milhões de latas, escreveu Chaiyatorn Sricharoen, analista da Bualuang Securities, em nota, em 27 de novembro. A empresa mantém o potencial de longo prazo, acrescentou Chaiyatorn.

--Com a colaboração de Sterling Wong

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