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Alguns dos imóveis mais caros do mundo flutuam em alto-mar

Natalie Obiko Pearson

(Bloomberg) -- Em um dos imóveis mais caros do mundo por metro quadrado, ninguém cansa da vista para o mar. O preço de entrada garante acesso a algo que, do contrário, seria inacessível, 165 apartamentos a bordo do navio residencial de cruzeiros The World. Seus moradores extremamente reservados passam, em média, um terço do ano navegando para os confins mais distantes do planeta: Antártida, atóis do Pacífico que não viam um navio há duas décadas e Ascensão, uma ilha vulcânica entre a África e o Brasil.

Trevor Rowe, presidente do Rothschild Australia, precisou de menos de 72 horas para decidir comprar uma unidade de dois quartos em 2012. Com quase 130 metros quadrados, seu novo lar era minúsculo em comparação com sua enorme casa em Sidney. No entanto, centímetro por centímetro, ele supera o preço de imóveis em algumas das cidades mais caras do mundo, como Londres e Nova York.

"Eu comprei pelo estilo de vida", contou Rowe, 73, em uma entrevista a bordo, em Vancouver, onde o navio atracou recentemente. Filho de um pedreiro de Perth, Rowe fez sua própria fortuna, como muitos dos proprietários do navio. Ele acumulou sua riqueza como banqueiro de investimentos na Ásia, em Nova York e na Austrália e estima ter visitado Tóquio pelo menos 40 vezes. "Eu andei por todos os lugares na vida, mas não tinha visto nada."

O navio navegará para Nova York em meados de dezembro e depois se dirigirá para Miami para a noite de Ano-Novo ? uma oportunidade para que compradores dos EUA vejam cerca de 12 unidades que estão à venda. O navio não voltará à América do Norte até pelo menos 2020.

Apenas aqueles com pelo menos US$ 10 milhões em ativos podem ser proprietários, e os potenciais compradores devem conseguir o apoio de dois residentes existentes, passar por verificações de antecedentes e estar preparado para pagar cerca de US$ 900.000 por ano em taxas de manutenção anual para as unidades maiores. Uma vez dentro, eles têm acesso a um clube exclusivo que joga golfe à meia-noite no Círculo Ártico, bebe champanhe entre as dunas de areia mais antigas do mundo na Namíbia e sobe até à borda de um vulcão em erupção em Vanuatu.

As residências têm, no mínimo, 27 metros quadrados e, no máximo, cerca de 325 metros quadrados, e os preços variam de US$ 1,8 milhão a US$ 15 milhões. Os preços das unidades individuais não são divulgados publicamente ? embora seja possível encontrar no Google algumas brochuras de venda?, mas os valores acima indicam uma faixa aproximada de US$ 46.106 a US$ 66.712 por metro quadrado. Isso supera o preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais de luxo em Hong Kong, Londres e Nova York e, em alguns casos, pode até superar o preço em Mônaco, o mercado mais caro do mundo, onde o metro quadrado custa US$ 58.319, segundo dados do relatório de 2017 da Christie's sobre imóveis residenciais de luxo.

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