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Ashmore vê melhor sequência de emergentes desde crise de 2008

Ben Bartenstein

(Bloomberg) -- Uma das maiores investidoras dedicadas aos mercados emergentes está apostando alto em dívidas locais de países em desenvolvimento, afirmando que após dois anos de rali o melhor ainda está por vir.

A Ashmore Group projeta retornos de 50 por cento nessa classe de ativos de 2017 a 2021. Se não houver recessão, nenhum outro título soberano de média duração igualará a marca, segundo Jan Dehn, que ajuda a administrar US$ 59 bilhões da Ashmore em ativos de mercados emergentes.

"Os últimos 10 anos realmente mostraram que os mercados emergentes estão muito mais fortes do que implicaria sua reputação", disse Dehn, em entrevista, de Londres. "A última vez em que a volatilidade do mercado global minou os fundamentos perigosamente foi há 20 anos."

A Ashmore vê oportunidades particulares para comprar dívidas mexicanas e brasileiras baratas antes das eleições presidenciais do ano que vem com a visão de que as perspectivas positivas de médio prazo prevalecerão sobre o pessimismo de curto prazo em relação a algum candidato em particular. Dehn projeta os fluxos de entrada mais fortes nos mercados emergentes em "muitos anos" nos próximos 12 meses quando o posicionamento dos investidores alcançará um desempenho sólido, a flexibilização quantitativa diminuirá e o crescimento continuará robusto.

Nadando contra a maré, a Ashmore acredita que os mercados emergentes liderarão os aumentos das taxas de juros globais quando o crescimento doméstico começar e que as economias desenvolvidas ficarão presas a cenários de baixa expansão. As economias mais fortes e as altas dos juros respaldarão o contínuo desempenho superior das moedas dos países em desenvolvimento em relação ao dólar, segundo Dehn.

"No mínimo, todo o dinheiro que deixou os mercados emergentes durante os anos de flexibilização quantitativa acabará voltando", disse ele.

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