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Google muda regra e eliminará notícia que ocultar país de origem

Mark Bergen

18/12/2017 12h28

(Bloomberg) -- O Google decidiu eliminar dos resultados de buscas de notícias publicações que mascaram o país de origem ou induzem intencionalmente os leitores ao erro, em mais uma medida para eliminar a propagação de notícias falsas que atormentou as empresas do ramo de internet neste ano.

Para aparecerem nos resultados do Google Notícias os websites precisam atender a critérios gerais estabelecidos pela empresa, incluindo a representação precisa de seus proprietários ou principais finalidades. Em atualização de suas diretrizes divulgada na sexta-feira, a gigante da pesquisa adicionou um item que estipula que as publicações não "se envolvam em atividades coordenadas para levar os usuários a erros". Além disso, as novas regras dizem: "Isso inclui, mas não se limita a, sites que deturpem ou escondam seu país de origem ou que sejam dirigidos a usuários de outro país sob falsas premissas."

Uma tática popular das campanhas de desinformação é fazer-se passar por um veículo de informação americano com credibilidade. A Agência de Pesquisa na Internet da Rússia, uma organização financiada pelo Kremlin, usou essa técnica para atingir uma audiência de quase 500.000 pessoas, espalhada principalmente por meio de contas do Twitter, informou a Bloomberg anteriormente.

"Atualizamos nossas políticas regularmente para refletir uma web em constante mudança e a maneira de as pessoas buscarem informações on-line", escreveu uma porta-voz do Google em comunicado. "Como resultado, queremos garantir que as pessoas possam entender e ver de onde vêm as notícias que leem na internet e confirmar que os sites estão sendo transparentes em relação a suas origens."

O Google, da Alphabet, o Facebook e o Twitter enfrentaram uma enxurrada de críticas, escrutínio regulatório e temor público devido ao aumento de notícias enganosas. Advogados das três empresas prestaram declarações ao Congresso americano em outubro e novembro sobre a influência russa nas eleições dos EUA em 2016.

O Google enfrentou menos problemas com a propagação de notícias falsas do que seus pares das redes sociais. Mas a gigante das buscas on-line admitiu que agentes russos usaram suas plataformas, incluindo YouTube e Google News, para disseminar propaganda. O Congresso exortou o Google a adotar medidas punitivas contra os meios de comunicação financiados pela Rússia, como o Russia Today, muito popular no YouTube. A última atualização, no entanto, não está voltada a publicações que declaram abertamente seu país de origem.

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