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Fabricantes de bagagem 'inteligente' reagem à proibição iminente

Rachel Tepper Paley

19/12/2017 14h40

(Bloomberg) -- Considerando que a última grande inovação em relação à bagagem foi uma mala com quatro rodinhas, patenteada em 1972, é compreensível que mudanças recentes tenham pegado de surpresa o setor turístico. Nos últimos anos, as fabricantes da chamada "bagagem inteligente" - malas com todo tipo de coisas, como porta USB e rodas motorizadas - revolucionaram o mercado. Agora, as empresas aéreas estão prestando atenção com receio: neste mês, a American, a Alaska e a Delta Airlines anunciaram que vão proibir o uso de malas inteligentes com baterias que não possam ser removidas. As restrições, que entram em vigência em 15 de janeiro de 2018, se aplicam a bagagens despachadas e de mão. A United e a Southwest devem fazer anúncios semelhantes em breve.

A preocupação das empresas aéreas é que, se uma bateria de íons de lítio pegar fogo em um compartimento de carga, talvez o sistema automático de supressão de incêndios não se ative a tempo. A questão é menos problemática se algo explodir na cabina - o que provavelmente seria percebido de imediato - mas, junto com as tarifas de bagagem cada vez mais altas, vem a ideia desagradável de ter que inspecionar malas no portão de embarque. As empresas aéreas tentaram simplificar o problema com uma abordagem geral, mas essas normas não se aplicam a outros produtos com baterias de íons de lítio incorporadas, como celulares e laptops.

"É totalmente injusto - não faz sentido", disse Tomi Pierucci, cofundador e CEO da Bluesmart, à Bloomberg, sugerindo também que as fabricantes tradicionais de malas podem ter ajudado a convencer as empresas aéreas a optar pela proibição. Ele disse que atualmente negocia com várias empresas aéreas para conseguir uma isenção para as malas da Bluesmart, que, segundo ele, foram desenvolvidas com assessoria do Departamento de Transporte e da Administração Federal de Aviação dos EUA e chegam a custar US$ 540 - e nenhuma tem uma bateria removível. Sem isenções, as malas da Bluesmart não podem voar.

Preocupação

Outras fabricantes de bagagem inteligente estão menos preocupadas com a mudança; executivos da Arlo Skye e da Raden dizem que já previam isso quando hoverboards começaram a explodir há alguns anos. "Os celulares da Samsung que explodiram [também] foram um alerta antecipado", disse Mayur Bhatnagar, cofundador e CEO da Arlo Skye. Por isso, os modelos de ambas as empresas têm baterias de íons de lítio externas que podem ser removidas com facilidade e também funcionam como carregadores extras. As malas da Arlo Skye custam até US$ 550, e as da Raden, até US$ 395.

Segundo a Research & Markets, em 2016 o mercado de bagagem inteligente foi avaliado em aproximadamente US$ 613 milhões e abrangeu menos de 20 empresas, uma parte relativamente ínfima da categoria de bagagem. Em 2015, o setor global de bagagem foi avaliado em US$ 31,6 bilhões. Contudo, as malas inteligentes "são um dos segmentos que mais rápido crescem", disse Joshua Udashkin, fundador e CEO da Raden. Um relatório da Global Market Insights em setembro projetou que o segmento de malas inteligentes poderia atingir um valor de US$ 2 bilhões até 2024 - tudo isso, é claro, foi calculado antes das proibições das empresas aéreas.

"As empresas espertas do setor de bagagem inteligente já estão fabricando itens como malas de lona, que não são 'inteligentes', para complementar as linhas de bagagem inteligente", disse Bhatnagar, da Arlo Skye. "Com o tempo, haverá uma convergência."

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