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Facebook deixa de marcar notícias falsas contestadas nos EUA

Sarah Frier

21/12/2017 12h20

(Bloomberg) -- O Facebook anunciou que deixará de exibir bandeiras de "disputed" (contestada) em notícias que os verificadores independentes marcaram como falsas -- um sistema que começou no início deste ano para tentar reduzir a propagação de notícias falsas no site.

A rede social, em vez disso, mostrará artigos relacionados para tentar dar mais contexto à notícia possivelmente falsa. O Facebook está mudando sua resposta às "fake news" porque pesquisas acadêmicas mostraram que marcar uma notícia como falsa pode "fortalecer convicções profundamente arraigadas", informou a empresa em comunicado.

O Facebook, que conta com mais de 2 bilhões de usuários mensais médios, tem recebido críticas, juntamente com o Twitter e o YouTube, do Google, por permitir a propagação de desinformação em suas plataformas, o que inclui o esforço de agentes russos para influenciar a eleição presidencial dos EUA, no ano passado. A empresa, entre outras respostas, alterou o algoritmo do feed de notícias para punir sites que usam retórica inflamada associada a notícias falsas e tentou recompensar conteúdos de maior qualidade.

O Facebook trabalhou com verificadores independentes, como PolitiFact e Snopes, para analisar e marcar individualmente notícias como "contestadas" -- um processo lento que só arranhou a superfície dos conteúdos falsos na rede, contaram pessoas do programa à Bloomberg. Aaron Sharockman, diretor-executivo da PolitiFact, disse que a parceria com a organização continuará, e que "o Facebook [só] está mudando a maneira de exibir o nosso trabalho para o usuário final", disse ele por e-mail.

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