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Glaxo quer voltar à oncologia com novo diretor de pesquisa

James Paton

21/12/2017 15h48

(Bloomberg) -- A GlaxoSmithKline vendeu seu portfólio de terapias contra o câncer há quase três anos. O novo diretor de pesquisa e desenvolvimento da gigante farmacêutica parece determinado a reconstruí-lo.

Hal Barron, que assumirá o cargo em janeiro, passou 17 anos na Genentech, empresa de biotecnologia com sede em São Francisco, e em sua controladora, a Roche Holding, dirigindo o desenvolvimento de uma série de tratamentos bem-sucedidos de tumores, que segundo projeções gerarão quase US$ 14 bilhões em vendas combinadas neste ano para a maior fabricante de medicamentos contra o câncer do mundo.

Agora, Barron definirá as ambições da Glaxo em relação ao câncer e recorrerá a novas tecnologias para desenvolver medicamentos. Médico com sólidas relações no Vale do Silício, Barron será fundamental para impulsionar a agenda da CEO Emma Walmsley de reativar os laboratórios da maior companhia farmacêutica do Reino Unido, que é considerada em atraso no que se refere ao desenvolvimento de medicamentos de ponta.

"Esta é uma oportunidade de voltar à oncologia", disse Mondher Mahjoubi, ex-executivo da Roche que trabalhou com Barron na gigante suíça, em entrevista. "Hal é uma pessoa capaz de fazer a diferença."

Conjuntura fundamental

Barron, que não quis ser entrevistado, começará em uma conjuntura fundamental para a Glaxo: neste ano, o laboratório foi o 11° colocado entre 13 grandes empresas farmacêuticas em uma análise da Bloomberg Intelligence que mede os retornos de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, as ações caíram 16 por cento até este momento de 2017 porque os investidores estão preocupados com a capacidade da empresa de reativar a produção de medicamentos e financiar seu dividendo.

Como cientista principal da Glaxo, Barron ajudará a preparar a "próxima onda de crescimento" e usará a tecnologia para tornar a empresa mais eficiente, segundo Walmsley. Suas prioridades, disse ela em entrevista, serão "a produção, a produção e a produção".

Os investidores apostam que Barron também estreitará os laços da Glaxo com o setor de tecnologia da Califórnia e atrairá pesquisadores talentosos.

"Ele é um ímã de talentos", disse Rudi Van Den Eynde, acionista da Glaxo e especialista em farmácia e biotecnologia da Candriam Investors Group. "Ele poderia atrair muita gente rapidamente."

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