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Petróleo leve do México some dos mercados e dá espaço aos EUA

Amy Stillman

22/12/2017 13h28

(Bloomberg) -- A Pemex simplificou sua oferta de petróleo.

Se você está buscando o tradicional Maya, mais pesado, tudo bem, mas os traders que preferem petróleos mais leves e doces terão de procurá-los em outro lugar.

As exportações de Istmo caíram quase 16 por cento em novembro em comparação com o mês anterior e a Pemex deixou de enviar o Olmeca, o petróleo mais leve do México, pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com os dados mais recentes da petroleira estatal Petróleos Mexicanos. As exportações de graus mais pesados, compostas principalmente pelo Maya, aumentaram quase seis por cento, para cerca de 1,27 milhão de barris por dia -- cerca de 91 por cento do total das exportações de petróleo do México.

O petróleo de xisto leve dos EUA, que cresceu à medida que o Istmo e o Olmeca caíam, é o candidato mais provável a preencher a lacuna deixada pelo México na Ásia, um importante comprador de Istmo, disse Erik Broekhuizen, chefe de pesquisa de mercados petroleiros da Poten & Partners em Nova York. "Com menos petróleo Istmo disponível, eles teriam que recorrer aos vizinhos."

Em novembro, a Pemex declarou motivo de força maior em algumas cargas de Istmo, adiando as remessas de petróleo nos portos da costa leste. A Pemex preferiu não comentar e disse que a empresa não divulga informações estratégicas.

Petróleo doce

As refinarias da Ásia, particularmente na China, que passaram a adotar um petróleo mais doce devido aos novos requisitos relativos ao enxofre, provavelmente comprarão petróleo leve americano em vez da oferta mexicana e o Oriente Médio e a Rússia também poderiam ser concorrentes, disse Jon Sudduth, analista do mercado de petróleo da Energy Aspects em Londres. O Maya "ainda tem preços competitivos na Ásia, então eles continuam comprando Maya", disse ele.

Vários fatores convergiram para o desaparecimento do petróleo leve mexicano do mapa de exportações, disse Alejandra León, diretora de exploração e extração na América Latina da IHS na Cidade do México.

"A produção de petróleo leve do México caiu e deve continuar caindo porque os campos estão amadurecendo", disse León por telefone. "As refinarias no México estão reativando as operações e precisam de mais petróleo leve, que era enviado para exportação. Ao mesmo tempo, a produção de petróleo de xisto dos EUA está crescendo e substituindo os petróleos mais leves do México."

Os petróleos mais leves podem ficar fora do jogo por um tempo, mas novas descobertas importantes realizadas no México por empresas privadas, como a Eni, da Itália, e um consórcio que inclui a Talos Energy, dos EUA, a Sierra Oil & Gas, do México, e a Premier Oil, do Reino Unido, poderia resultar em uma reativação dos petróleos mexicanos mais leves nos próximos anos, disse León.

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