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Lazard mantém fé em mercados emergentes visando crescimento

Aline Oyamada e Justin Villamil

(Bloomberg) -- Com o ano estelar dos ativos dos mercados emergentes perto do fim, a Lazard Asset Management aposta em novos ganhos em 2018, embora a um ritmo mais lento.

O crescimento econômico impulsionará os ganhos corporativos e respaldará as moedas locais, mas, devido aos preços mais altos, é improvável que os investidores consigam o mesmo nível de ganhos vistos neste ano, segundo Denise Simon e James Donald, gerentes de recursos da Lazard, que possui US$ 66,6 bilhões em ativos de mercados emergentes. Eles preveem que os títulos domésticos entregarão um retorno de 6 a 9 por cento e que as ações subirão 10 a 15 por cento. Essas classes de ativos subiram cerca de 13 por cento e 33 por cento neste ano.

As ações e as moedas dos países em desenvolvimento registraram os melhores retornos desde 2009 devido à confiança dos investidores, que gerou apetite por apostas de maior risco, bem como um crescimento econômico maior e um cenário político menos volátil. Em ações, o rali reduziu o desconto em métricas de valuation para mercados emergentes em relação aos mercados desenvolvidos de 35 por cento para 25 por cento. Os ganhos poderão reduzir a diferença para apenas 20 por cento em 2018, segundo Donald.

"Acabamos de ter um ano muito forte, é difícil ver mais um ano como esse", disse Donald.

Veja onde os gerentes de recursos veem valor nos títulos de dívida no ano que vem:

- As notas locais da Argentina estão atraentes devido ao esforço contínuo do presidente Mauricio Macri para reformar a economia, conter a inflação e reduzir o déficit fiscal;

- Há valor nos juros no Brasil, já que a curva de juros parece bastante inclinada;

- Os ativos russos de renda fixa deverão registrar ganhos em meio à queda da inflação.

Quanto às ações, a Lazard está encontrando empresas com preços atraentes nos setores financeiro e de telecomunicações. Na China, a Lazard está overweight sobre duas de suas três estratégias de ações para os mercados emergentes. A estratégia focada no crescimento dos preços tem uma exposição considerável às empresas de tecnologia e a estratégia central, que acompanha mais de perto os índices de referência, tem naturalmente um peso maior da China. Somente a estratégia orientada por valor não está overweight em relação ao país, já que, segundo Donald, muitas dessas ações estão caras.

Para Donald, as ações nos mercados de fronteira oferecem boas oportunidades com a materialização do desenvolvimento econômico. Membros da equipe da Lazard visitaram empresas no Vietnã e no Paquistão neste ano para avaliar investimentos. Ele afirma também que a Nigéria parece atraente.

"Os mercados de fronteira são uma boa oportunidade de longo prazo para os investidores que podem assumir o risco", disse.

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