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Mercados emergentes começam 2018 com foco em política e inflação

Justin Villamil, Andrew Janes e Alex Nicholson

(Bloomberg) -- A política vai ocupar um lugar central nos mercados emergentes nesta semana porque autoridades sul-coreanas iniciam negociações comerciais em Washington, parlamentares peruanos investigam seu presidente e a Hungria ameaça bloquear as sanções impostas pela União Europeia à Polônia.

Isso não quer dizer que não haverá também muitos dados econômicos para analisar. Os traders deverão dissecar os números de inflação do México, Colômbia, Coreia do Sul, Taiwan, Filipinas, Indonésia e Tailândia. No Brasil, os investidores vão analisar os dados da produção industrial depois que a perda de empregos provocou a renúncia do Ministro do Trabalho.

Coreia do Sul

As autoridades da Coreia do Sul e dos EUA iniciam na sexta-feira negociações sobre possíveis mudanças no Acordo de Livre Comércio entre Estados Unidos e Coreia do Sul, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o déficit comercial com a Coreia do Sul era consequência desse acordo. Como os EUA são o segundo maior parceiro comercial da Coreia do Sul, uma renegociação poderia perturbar uma economia que no terceiro trimestre cresceu no ritmo mais rápido desde o início de 2014 e uma moeda que teve o melhor desempenho da Ásia em 2017.

Peru

Os parlamentares investigarão os laços do presidente Pedro Pablo Kuczynski com a construtora brasileira Odebrecht, mesmo depois de ele ter sobrevivido a uma votação apertada de impeachment na semana passada. O indulto concedido por Kuczynski ao ex-presidente Alberto Fujimori poucos dias após a votação piorou a situação e suscitou acusações de que a medida fazia parte de uma negociação com a oposição para evitar sua destituição.

Polônia, Hungria

O novo primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, estará em Budapeste na quarta-feira para uma reunião com seu par húngaro, Viktor Orbán. A aproximação ocorre em um contexto de possíveis sanções da UE contra a Polônia por não ter respeitado os valores democráticos. Orbán disse que Varsóvia não tem nada a temer: ele usará o voto de seu país para vetar qualquer sanção. "A Hungria estará lá e formará uma barreira impossível de contornar", disse ele em 22 de dezembro.

Brasil

Os dados de sexta-feira sobre a produção industrial talvez expliquem as perdas de emprego inesperadas. O Ministro do Trabalho renunciou depois que os dados de novembro mostraram que empresas de todos os setores, à exceção do varejo, despediram trabalhadores.

México

Os dados de remessa que serão divulgados na terça-feira darão pistas aos traders sobre uma das principais fontes de dinheiro estrangeiro no México. Espera-se que os fluxos tenham sido robustos em novembro após a desvalorização do peso no segundo semestre de 2017.

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