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Sexo é um grande negócio no setor de laticínios nos EUA

Lydia Mulvany e Susan Decker

(Bloomberg) -- O sexo é um grande negócio na produção leiteira e é por isso que nos EUA está sendo travada uma batalha por novas tecnologias pensadas para garantir apenas o nascimento de vacas leiteiras.

A maioria das 9,4 milhões de vacas leiteiras dos EUA foi criada usando inseminação artificial de touros com características genéticas específicas, mas ainda há certa aleatoriedade no sexo da prole. Portanto, cada vez mais produtores estão pagando mais caro por sêmen que contém apenas os cromossomos X, correspondentes a fêmeas. Esse ainda é um negócio pequeno, mas em vias de expansão, dominado por uma única empresa, a Inguran, de Navasota, Texas, nos EUA.

Ao longo dos anos, os produtores de leite melhoraram a procriação para aumentar a produção com menos vacas. O sêmen com sexo específico é uma inovação recente e é tão promissora que a Engender Technologies, da Nova Zelândia, planeja vender sua própria versão do produto nos EUA. As empresas também estão brigando na Justiça por patentes da técnica. Os produtores apoiam uma maior concorrência porque uma ampola de sêmen separado por sexo pode chegar a custar US$ 30 a dose, cerca de duas vezes mais do que as doses que não garantem o nascimento de uma bezerra.

Os produtores de leite usam a inseminação artificial para emprenhar as novilhas pouco depois do primeiro ano e nove meses depois nasce um bezerro. Depois disso, a vaca produz leite durante 10 meses. Normalmente, ela terá mais dois a quatro bezerros, até a produção de leite decair e ela ser vendida para abate.

Concorrência

Nos EUA, o mercado é dominado pela Inguran. Sua unidade Sexing Technologies fornece o sêmen classificado que é vendido por outra divisão, a STgenetics. A Inguran tem patentes para melhorar a tecnologia criada por um pesquisador do Departamento de Agricultura dos EUA há mais de duas décadas. Com a citometria de fluxo, uma ciência de classificação de células, a empresa afirma ser capaz de gerar bezerras em cerca de 90 por cento das gravidezes, muito acima das chances de 50-50 do sêmen convencional.

A Engender, que espera começar a vender o sêmen classificado por sexo nos EUA dentro de dois anos, afirma que seu produto tem uma taxa de gravidez maior porque o processo de classificação é mais moderado. Ela emprega fótons, ou pulsos de luz, para empurrar as células de esperma por canais específicos. A empresa também diz que seu produto será mais barato e mais fácil de fornecer.

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