Vale negocia saída da BHP Billiton da mineradora Samarco

R.T. Watson e David Stringer

  • Fabio Braga/Folhapress

    24.nov.2015 - Lama sai da foz do rio Doce e encontra o mar no Espírito Santo, após rompimento de barragem da mineradora Samarco

    24.nov.2015 - Lama sai da foz do rio Doce e encontra o mar no Espírito Santo, após rompimento de barragem da mineradora Samarco

(Bloomberg) -- A Vale e a BHP Billiton estão em negociações sobre o futuro de sua joint venture [empreendimento conjunto] de minério de ferro Samarco, incluindo a possibilidade de que a mineradora brasileira obtenha o controle total, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

De acordo com uma das opções, a Vale poderia adquirir metade da participação da BHP, que tem sede em Melbourne (Austrália), na operação da Samarco no Brasil, disseram duas pessoas, que pediram anonimato porque as conversas são privadas.

A revista "Veja" informou anteriormente que as duas companhias estão conversando sobre um acordo para a operação que foi fechada depois do rompimento fatal de uma barragem em 2015.

A Vale, maior exportadora mundial de minério de ferro, não quis comentar. A BHP não respondeu imediatamente a pedidos de comentários feitos por telefone e e-mail.

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani Pires, disse em uma entrevista em agosto que, dentre as opções futuras para a Samarco, um parceiro poderia comprar a participação do outro, arrendar ou vender os ativos, ou atribuir uma única empresa como a operadora.

A Samarco é a única operação de minério de ferro fora da Austrália realizada pela BHP, terceira maior exportadora do mundo.

A Samarco, que era a segunda maior fornecedora mundial de pelotas de minério de ferro antes do rompimento da barragem, obteve no mês passado uma licença preliminar para começar a se preparar para uma possível reativação. Outras licenças necessárias para retomar a produção poderiam ser concedidas no início do ano, de acordo com os órgãos reguladores.

É provável que a operação retome a produção no segundo semestre de 2018 com um ritmo reduzido de cerca de 20 milhões de toneladas, projetou a concorrente Ferrexpo em uma apresentação em setembro. Projeta-se que a demanda de pelotas aumentará até pelo menos 2021, afirmou a Ferrexpo.

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