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As próximas corridas de automóveis serão com carros voadores?

Rachel Tepper Paley

(Bloomberg) -- Enquanto os carros autônomos continuam avançando em ritmo acelerado (aqui tem um que anda em estradas congeladas), os carros voadores, ou alguma coisa parecida, estão deixando de ser pura fantasia -- pelo menos é o que a startup australiana Alauda Racing gostaria que nós acreditássemos.

O Airspeeder Mark I, desenvolvido pela Alauda nos últimos dois anos, parece saído de "Star Wars: Os Últimos Jedi". Tecnicamente um quadcopter -- basicamente um drone grande, como os táxis aéreos de Dubai --, o meio de transporte tem um único assento para o piloto humano e supostamente poderia atingir velocidades máximas de 198 quilômetros por hora e voar a uma altitude de até 3,2 quilômetros. Com hélices de madeira customizadas, uma estrutura de alumínio e quatro motores elétricos com 268 cavalos de potência conjunta, o "carro" é pilotado como um avião tradicional, com joysticks que controlam a altura e a inclinação e pedais para virar e acelerar.

Ele não tem rodas, por isso ainda não faz sentido perguntar se será possível dirigi-lo na rua -- e, por enquanto, isso não vem ao caso.

"Queremos construir o carro esportivo do céu e para isso precisamos fazer uma corrida", disse o fundador da empresa, Matt Pearson, em um vídeo de promoção. Seu objetivo é lançar um esporte completamente novo, uma espécie de versão aérea dos Grand Prix, em 2020. É uma meta ambiciosa para uma empresa que ainda não realizou voos de teste tripulados, embora uma nota em sua campanha de Kickstarter, cancelada recentemente, volte a confirmar o prazo.

Exagero?

Será que o negócio dos carros voadores -- é verdade que é um pouco exagerado até mesmo chamá-los assim a esta altura do campeonato -- está dando um passo grande demais? O que é realmente necessário para transformar uma esquisitice tecnológica em um autêntico esporte? Rememorando a gênese de outros esportes, ir direto para as corridas competitivas faz mais sentido do que parece à primeira vista.

"A analogia adequada para isto é com o ciclismo", explica Robert Edelman, professor de História do Esporte da Universidade da Califórnia em San Diego. "Se você procurar histórias de ciclismo, alguém inventou a bicicleta, ela se transformou no meio de transporte da classe trabalhadora -- porque eles não podiam comprar carruagens e, depois, carros -- e mais tarde alguém teve a ideia de organizar competições como uma maneira de popularizar as bicicletas e vendê-las."

O conselho de Edelman? Como já aconteceu com a Fórmula 1 e a Nascar, os inovadores dos carros voadores "terão de atrair patrocinadores importantes, gente rica que acha que seria legal fazer isso", disse ele. "Será que Richard Bronson gostaria de participar?"

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