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Recuperação do Brasil passa ao largo do ruído eleitoral, por ora

Mario Sergio Lima

04/01/2018 09h20

(Bloomberg) -- Os dois favoritos na corrida presidencial do Brasil podem assustar muitos investidores, mas analistas estão aumentando suas previsões de crescimento, apesar da incerteza política.

Na última pesquisa Focus do Banco Central, os economistas aumentaram as estimativas de crescimento do PIB para este ano para 2,70%, de 2,60% no início de dezembro. Os mesmos analistas esperam expansão um pouco maior em 2019.

Essas previsões desconsideram o cenário político volátil em torno das eleições de outubro. Os dois favoritos nas eleições são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou as políticas favoráveis ??ao mercado de Michel Temer e o parlamentar de extrema-direita Jair Bolsonaro, que disse que ele tem apenas um "entendimento superficial" da economia.

A possibilidade de um candidato anti-reforma vencer é real, mas seus efeitos não serão sentidos antes das eleições, de acordo com Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos.

"O maior risco hoje é a eleição, que é o principal fator que pode prejudicar esse crescimento", disse ele, acrescentando que o mercado reagiria mal se o Brasil eleger um presidente que não desejasse reduzir o déficit ou estabilizar os níveis da dívida pública.

"Não haverá muito impacto em 2018, mas esse cenário afetaria 2019", disse ele.

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