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Sem alívio no ano-novo: janeiro é mês de falências nos EUA

Eliza Ronalds-Hannon

04/01/2018 14h11

(Bloomberg) -- A temporada das festas de fim de ano acabou, mas, para alguns varejistas dos EUA, o momento da verdade está se aproximando.

Janeiro é o mês mais movimentado para os varejistas que entraram com pedido de recuperação judicial, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence que remontam a 1981. Essa tendência se manteve forte desde os tempos das lojas Federated Department Stores e Best Products, que usaram o primeiro mês do ano no inicio da década de 1990 para pedir a proteção da lei americana relativa à falência.

Um aumento de novas falências em janeiro chegaria depois de um ano no qual os varejistas quebraram a um ritmo mais acelerado que durante a Grande Recessão.

As compras de fim de ano são cruciais para os varejistas, que frequentemente registram seus maiores lucros no quarto trimestre. Se uma rede que já esteja enfrentando dificuldades não conseguir alcançar suas metas na temporada de festas, não será fácil se recuperar. É por isso que fornecedores de vestuário e de artigos especiais contam com grande expectativa o obtido na temporada de festas, cientes de que os resultados das últimas semanas podem ser decisivos.

Outra razão importante dos pedidos apresentados em janeiro é que os varejistas estão relativamente cheios de dinheiro no início de um novo ano, disse o analista Bloomberg Intelligence Noel Hebert, quem compilou os dados. Esse dinheiro extra na mão pode ajudar a fazer com que a pílula amarga da falência seja um pouco mais fácil de engolir.

"O último trimestre costuma representar entre 70 por cento e 100 por cento do fluxo de caixa livre dos varejistas para o ano, devido à redução do estoque e aos lucros adicionais obtidos com o aumento das vendas", disse ele.

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