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Indústria vinícola do Chile ignora críticas de Trump à China

Philip Sanders e Javiera Quiroga

05/01/2018 17h28

(Bloomberg) -- Em meio à preocupação do governo Trump com os laços econômicos entre a China e a América Latina, a indústria vinícola do Chile está mostrando como será difícil interromper a marcha do gigante asiático.

A China se tornou o maior mercado para o vinho chileno em 2016, ultrapassando os Estados Unidos, antes de ampliar a liderança no ano passado, segundo os dados mais recentes da associação Wines of Chile.

Agora, os chineses estão investindo no mercado. Na quarta-feira, a Jiangsu Yanghe Distillery comprou uma participação de 12,5 por cento na Viña San Pedro Tarapacá, segunda maior exportadora de vinho do Chile, por US$ 66 milhões. A aquisição acontece sete anos após outra empresa chinesa, a Cofco, ter comprado a Viña Bisquertt, de menor porte, por US$ 18 milhões.

As vendas de vinhos chilenos para a China deram um salto de 34 por cento nos primeiros onze meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas para os EUA mostraram queda de 4,1 por cento.

O salto nas vendas para a China faz parte de uma tendência mais ampla no Chile. Os dois países assinaram um acordo de livre comércio em novembro de 2005 e as exportações para a China, com exceção do cobre, aumentaram 148 por cento, para US$ 4,3 bilhões em 2016 na comparação com 2008 -- lideradas pelas vendas de frutas, vinho, salmão e produtos florestais. As exportações, excluindo cobre, para o resto do mundo caíram 9,1 por cento, para US$ 28,2 bilhões no mesmo período.

Ao mesmo tempo, no Chile, as importações provenientes dos EUA caíram quase pela metade, para US$ 9,5 bilhões em 2016, comparadas aos US$ 17,6 bilhões em 2012. As importações provenientes da China permaneceram estáveis em US$ 13,5 bilhões no mesmo intervalo.

"Como existe um comércio importante entre o Chile a China em produtos relacionados à agricultura, a tendência de empresas chinesas comprarem participações em empresas chilenas deve continuar", disse Tomás Sanhueza, analista da Credicorp Capital, em Santiago.

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