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Mineradores saem da China por campanha do governo contra bitcoin

Bloomberg News

(Bloomberg) -- Como a China está ampliando suas medidas contra as moedas criptografadas para abranger mineradores de bitcoin, alguns dos maiores participantes do setor já estão deslocando operações para o exterior.

A Bitmain, que dirige dois dos maiores coletivos de mineração de bitcoin, abrirá sedes regionais em Cingapura e tem operações de mineração nos EUA e no Canadá, disse Wu Jihan, cofundador da empresa. A BTC.Top, o terceiro maior conjunto minerador, abrirá instalações no Canadá, e a ViaBTC, a quarta colocada, tem operações na Islândia e nos EUA, disseram seus fundadores.

As medidas destacam como o papel dominante que a China jogava no mundo das moedas criptografadas está diminuindo à medida que as autoridades tomam medidas.

Após proibirem as ofertas iniciais de moedas (ICO, na sigla em inglês) e pedirem às bolsas locais que parassem o trading de moedas virtuais no ano passado, as autoridades chinesas esboçaram novas propostas nesta semana para desencorajar a mineração de bitcoin, um processo informático que possibilita as transações com a moeda criptografada. Os funcionários planejam limitar o uso de eletricidade do setor e pediram às autoridades locais que orientassem os mineradores para saírem "ordenadamente" do negócio, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Alternativas

É pouco provável que as medidas tenham um efeito perceptível sobre a velocidade das transações de bitcoin, mas elas poderiam transformar o setor de mineração de moedas criptografadas. Até recentemente, muitos mineradores iam à China pela eletricidade barata, pelas fábricas locais de chips e pela mão de obra barata do país. Agora, eles estão procurando alternativas.

"Escolhemos o Canadá pelo custo relativamente barato e pela estabilidade do país e das suas políticas", disse Jiang Zhuoer, fundador da BTC.Top, em entrevista. Ele também considerou locais no Irã e na Rússia.

A Bloomberg News informou sobre as restrições à mineração de bitcoin planejadas pelo governo chinês na quarta-feira. O Banco Popular da China não deu retorno a pedidos de comentários enviados por fax.

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