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Rivais da Uber intensificam ofensiva por mercado europeu

Giles Turner

(Bloomberg) -- As concorrentes da Uber Technologies estão intensificando a batalha pelo domínio do ramo de caronas compartilhadas na Europa. Enquanto startups locais captam recursos, adversárias internacionais ampliam contatos com órgãos reguladores locais em busca de um ponto de apoio na região.

A Taxify pretende levantar US$ 50 milhões no primeiro trimestre para financiar seus planos de expansão, segundo uma pessoa a par do assunto. A decisão surge após revelação da startup com sede na Estônia, em outubro, de que recebeu apoio da gigante chinesa Didi Chuxing.

O Mytaxi -- um aplicativo de táxis respaldado pela Daimler -- também busca expandir o número de cidades atendidas na Europa, inclusive com algumas novas cidades no Reino Unido, disse o gerente-geral da empresa, Andy Batty.

O interesse em Londres, mercado mais lucrativo da Europa, também aumentou para provedoras de serviços de fora da Europa. No fim de outubro, o membro do conselho da Ola e ex-CEO da Vodafone, Arun Sarin, e o fundador da Ola, Bhavish Aggarwal, se reuniram com Michael Hurwitz, diretor de Inovação nos Transportes da Transport for London (TfL, na sigla em inglês), para discutir avanços do setor em Londres e na Índia, segundo registros das reuniões vistos pela Bloomberg News.

Entre novembro de 2016 e novembro de 2017, executivos da principal rival americana da Uber, a Lyft, estiveram em contato com a TfL sete vezes. O mais recente foi um telefonema em outubro entre o diretor-gerente da TfL, Leon Daniels, e o chefe de políticas globais da Lyft, Mike Masserman, para discutir a estratégia de transporte do prefeito de Londres. Nenhum dos lados quis detalhar os assuntos discutidos, mas essas reuniões geralmente são pensadas para abrir portas para fazer negócios na capital do Reino Unido. Participantes anteriores investiram tempo criando laços com órgãos reguladores de Londres antes de apresentarem pedidos de licenças de transporte.

"Conversamos regularmente com empresas de todo o mundo sobre inovações que possam melhorar o transporte em Londres", disse Hurlitz, da TfL, em comunicado.

Uma porta-voz da Lyft preferiu não comentar. A Ola não respondeu a um pedido de comentário.

Boa parte da sensação de oportunidade decorre dos conflitos recentes da Uber com os órgãos reguladores. A mais alta corte da União Europeia decidiu em dezembro que a Uber deve ser regulada como qualquer serviço de transporte, um revés para a empresa, que tenta driblar as regras e os requisitos de licenciamento aplicados aos táxis. A Uber também está apelando da decisão surpresa da Transport for London, em setembro, de proibir o aplicativo por questões de segurança e regulação. A audiência judicial está prevista para abril ou junho. A Uber espera resolver seus problemas com a TfL fora dos tribunais, disse uma pessoa a par do assunto.

Um porta-voz da Uber preferiu não comentar.

A recente decisão reduz a diferença entre empresas como Uber e Taxify -- que dependem da conexão entre um grupo cada vez maior de motoristas independentes e passageiros -- e rivais como Mytaxi e Gett, que permitem que os usuários chamem os táxis pretos locais licenciados.

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