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Pequena empresa pretende fabricar peças de metal no espaço

Susanne Barton

(Bloomberg) -- Mandar peças de metal para satélites e foguetes em órbita é um processo lento e caro. Então, por que não colocar em órbita também a fábrica?

A ideia não é tão esquisita como pode parecer. A Made In Space, uma empresa com sede em Mountain View, Califórnia, pretende usar a impressão 3D para fabricar peças de metal no espaço. Essa tecnologia já é usada aqui na Terra por empresas como General Electric e Siemens para fabricar componentes para diversos tipos de coisas, de motores de avião a foguetes. Projeta-se que suas aplicações cósmicas ganharão impulso à medida que as viagens espaciais se expandirem.

A iniciativa para fabricar peças de metais no espaço chega enquanto empresas dirigidas por Elon Musk e Jeff Bezos se empenham em baratear as viagens para fora do planeta, alimentando uma economia emergente para atender ao setor. Segundo Andrew Rush, CEO da Made In Space, a empresa seria a "operária" que fabricará produtos de alumínio, aço e titânio prontos para usar em órbita.

Imprimir peças de metal faz sentido por causa dos desafios para mandar "materiais e pessoas ao espaço", disse Rush em entrevista por telefone na semana passada. O objetivo é "ajudar as pessoas a viver e trabalhar" em órbita.

A impressão 3D industrial, também conhecida como fabricação aditiva, usa lasers e outras tecnologias para fundir camadas ultrafinas de materiais, como pó de metal ou polímeros, para fabricar peças. A NASA é uma das líderes da impressão 3D e estabeleceu uma parceria com a Made In Space em 2014 para fabricar suas primeiras peças de plástico na Estação Espacial Internacional.

No radar

A Made In Space, que emprega 47 pessoas, usa atualmente uma impressora 3D do tamanho de um forno de micro-ondas na estação espacial para fabricar peças de plástico para antenas, radares e satélites. A empresa poderia começar a imprimir metais nos próximos 24 meses. As peças são usadas por agências governamentais e empresas aeroespaciais.

Talvez o processo de impressão 3D não mude muito a perspectiva da demanda por metais no curto prazo, mas está conquistando adeptos na Terra. Ele está mudando o design, a engenharia e a fabricação dos produtos e contribui com grandes benefícios em tempo de produção e custos para os usuários, disse Anthony Forcione, analista sênior de ações da Loomis Sayles & Co., em publicação de blog no fim do mês passado.

O interesse nas aplicações espaciais está crescendo porque recentemente o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à NASA que voltasse a mandar astronautas americanos à Lua e empresas e países estão avaliando formas de extrair metais preciosos e básicos de asteroides.

A Made In Space também pretende iniciar um sistema de tecnologia de reciclagem nos próximos 12 meses que reutilizará plástico em órbita. Posteriormente, a empresa vai utilizá-lo como esquema para a reciclagem de metais, disse Rush.

--Com a colaboração de Jeanna Smialek

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