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Cansaço com filmes afeta venda de brinquedos 'Star Wars' em 2017

Matthew Townsend e Christopher Palmeri

18/01/2018 17h23

(Bloomberg) -- Os sinais de alerta para a indústria de brinquedos começaram a surgir no ano passado, quando "Carros 3" -- considerado um sucesso infalível -- mostrou-se fraco para licenciadas como a Mattel.

Agora, as grandes apostas das fabricantes de brinquedos baseados em filmes parecem sombrias. Os brinquedos baseados na saga "Star Wars" -- a franquia que deu início a esse fenômeno há quatro décadas -- registraram queda em 2017, mesmo com o lançamento de um novo filme, "Star Wars: Os Últimos Jedi", em dezembro, durante a importantíssima temporada de compras das festas de fim de ano.

Digamos que é um cansaço com o "Star Wars" ou, melhor ainda, um "cansaço de filmes", disse Gerrick Johnson, analista da BMO Capital Markets. Hollywood e as fabricantes de brinquedos se concentraram em filmes que poderiam gerar brinquedos em um momento em que, cada vez mais, as crianças estão buscando entretenimento no YouTube, na Netflix e nas redes sociais.

Mais de 20 grandes filmes, incluindo "Os Últimos Jedi", tiveram grandes programas de licenciamento de brinquedos no ano passado. Uma década atrás, era cerca de metade disso. O público dos cinemas nos EUA caiu quase 14 por cento nesse período.

"Existem tantas telas hoje em dia; as crianças não estão só no cinema", disse Johnson. "Um filme não tem a mesma repercussão que tinha antigamente."

"Star Wars" foi a linha de brinquedos mais vendida durante o período de nove semanas do fim de ano, mas caiu para o segundo lugar no ano passado e ficou abaixo da alta histórica registrada em 2016, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado NPD Group compartilhados com a Bloomberg News.

"Star Wars é um ponto forte que deve ser levado em conta na indústria de brinquedos", afirmou a proprietária da marca, a Walt Disney, em um comunicado. "Continua sendo a principal propriedade ligada ao cinema para o ano inteiro."

Chuva de continuações

Depois de uma década sem nenhum filme da saga "Star Wars", a Disney lançou três desde dezembro de 2015 e outro chegará aos cinemas em maio. O mais recente, "Os Últimos Jedi", não incluiu muitos personagens novos e memoráveis além dos apresentados no filme anterior, disse Johnson. Isso levou os fãs a procurarem novidades em outros lugares neste ano, e os resultados foram mais fracos que o esperado, disse ele.

As vendas dos brinquedos da marca nos EUA diminuíram no fim de 2017, escreveu Drew Crum, analista da Stifel Nicolaus, em nota aos clientes na semana passada. E isso aconteceu apesar de "Os Últimos Jedi" ter sido o filme lançado nos EUA de maior bilheteria no ano passado, US$ 596 milhões.

Colecionadores adultos, que cresceram com a marca, continuam comprando muita mercadoria quando os brinquedos saem, mas a demanda morre depois, de acordo com Johnson.

Isso não é bom para a Hasbro, que tem a principal parceria de brinquedos "Star Wars", nem para a Jakks Pacific, que possui uma licença secundária. A Jakks afirmou que não poderia comentar sobre as vendas dos brinquedos "Star Wars", mas que as mercadorias baseadas em "Moana", outro filme da Disney, "permanecem muito fortes". A Hasbro não quis comentar.

O desempenho de "Star Wars" poderia dificultar a tentativa da Disney de reativar o crescimento em sua divisão de produtos de consumo, cujas vendas caíram 13 por cento no ano fiscal que terminou em 30 de setembro, para US$ 4,83 bilhões.

(Bloomberg) -- Os sinais de alerta para a indústria de brinquedos começaram a surgir no ano passado, quando \"Carros 3\" -- considerado um sucesso infalível -- mostrou-se fraco para licenciadas como a Mattel.

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